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Lieberman

06 abr

A Brilhante Debutação de Avigdor Lieberman

por Daniel Pipes
FrontPageMagazine.com
2 de Abril de 2009

Original em inglês: Avigdor Lieberman’s Brilliant Debut
Tradução: Joseph Skilnik

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Avigdor Lieberman se tornou ontem ministro das relações exteriores de Israel. Ele celebrou sua posse com um discurso inaugural que as reportagens das agências de notícias indicam que deixaram seus ouvintes gaifonando, se contorcendo e perplexos. Por exemplo, a BBC nos informa que suas palavras motivaram “sua antecessora Tzipi Livni a interrompê-lo e diplomatas a se retorcerem inconfortavelmente”.

Avigdor Lieberman
Lamentável, para eles – o discurso me deixa exultante. Aqui são alguns dos tópicos abordados por Lieberman no seu emocionante discurso de 1.100 palavras:

A ordem mundial: A ordem westphaliana dos estados está morta, substituída por um sistema moderno que inclui estados, semi-estados e participantes internacionais irracionais (por exemplo, Al-Qaeda, talvez o Irã).

Prioridades mundiais: Estas têm que mudar. O mundo livre tem que focar-se em derrotar os países, as forças e as entidades extremistas “que estão tentando violá-las”. Os problemas reais estão vindo da “direção do Paquistão, Afeganistão, Irã e Iraque” – e não do conflito israelense-palestino.

Egito: Lieberman elogia Cairo como “um fator estabilizador no sistema regional e talvez até mesmo mais do que isso” mas deixou avisado ao governo de Mubarak que ele só irá lá se a sua contraparte vier a Jerusalém.

Repetição da palavra “paz”: Lieberman verteu com desdém governos israelenses anteriores: “O fato de repetirmos a palavra “paz” vinte vezes por dia não a tornará mais próxima”.

O fardo da paz: “Eu vi todas as propostas feitas tão generosamente por Ehud Olmert, mas não vi nenhum resultado”. Agora, as coisas mudaram: “o outro lado também tem responsabilidade” pela paz e terá que ceder.

O Mapa da Estrada: O bloco de novidades mais surpreendente do discurso de Lieberman foi o foco e o endosso do Mapa de Estrada, uma iniciativa diplomática de 2003 que ele votou contra na ocasião, mas que é, como ele coloca, “o único documento aprovado pelo gabinete e pelo Conselho de Segurança”. Ele o chama de “uma resolução compulsória” que o novo governo deve implementar. Em contraste, ele especificamente observa que o governo não está compromissado pelo acordo de Annapolis de 2007 (“Nem o gabinete nem o Knesset jamais o ratificaram”).

Implementação do Mapa de Estrada: Lieberman pretende “agir exatamente” de acordo com as palavras do Mapa de Estrada, incluindo seus Princípios e sub-documentos Zinni. Então vem uma das duas centrais declarações do discurso:

Eu nunca aceitarei que renunciemos a todas as cláusulas – eu acredito que haja 48 – e ir diretamente à última cláusula, negociações para um acordo permanente. Não. Estas concessões não alcançam nada. Nós aderiremos palavra por palavra, exatamente como está escrito. Cláusulas um, dois, três, quatro – desmantelamento das organizações terroristas, estabelecimento de um governo eficaz, realização de uma mudança constitucional profunda na Autoridade Palestina. Nós continuaremos exatamente de acordo com as cláusulas. Nós também somos obrigados a implementar o que é requerido da nossa parte em cada cláusula, mas da mesma maneira está o outro lado. Eles têm que implementar o documento por completo.

O erro em fazer concessões: Ele observa os “passos dramáticos e as propostas de longo alcance feitas” pelos governos Sharon e Olmert e então conclui, “Mas eu não vejo que [elas] trouxeram a paz. Pelo contrário. … É precisamente quando nós fizemos todas as concessões” que Israel se tornou mais isolado, como na Conferência de Durban em 2001. Em seguida segue sua outra declaração central:

Nós também estamos perdendo terreno diariamente junto à opinião pública. Será que alguém acha que concessões e dizer constantemente “eu estou preparado para ceder” e usar a palavra “paz” levará a alguma coisa? Não, isso só provocará pressão e mais e mais guerras. “Si vis pacem, para bellum” – se você quiser paz, prepara-te para a guerra, seja forte.

A Força Israelense: Lieberman conclui com uma chamada despertadora para a fortitude: “Quando que Israel estava no seu mais alto nível quanto à opinião pública ao redor do mundo? Depois da vitória na Guerra dos Seis Dias, não após todas as concessões nos Acordos de Oslo I, II, III e IV”.

Comentários:

(1) Eu tinha minhas reservas sobre Lieberman e ainda tenho, mas este discurso o coloca em um grande começo. Posto da forma mais breve possível, ele anunciou que “Israel está de volta”.

(2) Dado que o nome formal do Mapa da Estrada é “Um Mapa da Estrada Baseado no Desempenho para uma Solução Permanente de Dois Estados para o Conflito Israelense-Palestino”, eu confesso que estou confuso pelas reportagens das agências de notícias (como a manchete do Los Angeles Times, que diz “O ministro das relações exteriores de Israel diz não estar compromissado em continuar o caminho de dois estados”) declarando que Lieberman pronunciou o fim da solução de dois estados.

(3) Há muita ironia de Lieberman agora em defender o Mapa da Estrada, uma iniciativa que ele e muitos outros com a mesma perspectiva dele condenaram naquela ocasião. Para uma discussão abalizada quando das suas origens, falhas e implicações, veja a análise de Daniel Mandel, “Desarmonia em Quatro-Partes: O Mapa da Paz do Quarteto”.

 
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Publicado por em abril 6, 2009 em Uncategorized

 

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