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Uma Menina de 17 anos

07 abr

Rebeldia Com Causa

A pedidos de muitos, e como todos se espantaram ao saber a minha idade, estou de volta com mais esse texto para explicar algumas coisas. Mais especificamente uma: porque uma garota de 17 anos, naquela fase curtição, paqueras, “tô nem aí”, e sonhadora da vida, resolveu se interessar por causas assim, como a de Israel e a luta contra o antissemitismo.

Como já havia dito no primeiro texto, Israel lutou muito pra chegar onde está hoje. Por isso, minha imensa admiração por este povo. E por nada mais nesse mundo me dar tanto orgulho, quanto o fato de eu ser judia (sem menosprezar qualquer outro povo, obviamente).

Só esses dois fatos já seriam suficientes para eu me encantar com a história desta nação.

Mas, continuando nas minhas pesquisas e estudos sobre a história e o cotidiano do Oriente Médio, me deparei com várias situações que me deixaram profundamente indignada, citando, por exemplo, o caso de Dubai.

Um lugar que eu sempre tive vontade de conhecer, até eu tomar conhecimento do que se passa por lá. Você sabia que judeus, ou qualquer outra pessoa, que mesmo não sendo judeu e eventualmente tenha um nome hebraico, são proibidos de entrar em Dubai? E mais: mesmo um não-judeu, que tenha visitado Israel, passa a ter seu visto recusado no país, sabia? Absurdo, não?! Quanto a Israel? Ninguém é proibido de entrar lá. Quanta diferença! Que contraste, hem? Por que somos tolerantes até com quem nos trata tão mal? Respeito ao diferente, democracia, etc… estas são, sem dúvida, características marcantes do povo judeu.

Ah!… mas isso a mídia não mostra. O que eles mostram?

A situação de violência no Oriente Médio, como o recente conflito em Gaza, por exemplo, onde Israel invariavelmente é sempre o vilão.

Mas esqueceram de contar que o Estado de Israel vinha sendo atacado com mísseis há oito anos pelo governo terrorista do Hamas. E quando enfim responde aos ataques, em nosso legítimo direito de defesa, viramos os maus da história?!

Tudo bem, violência não leva a nada. E que em ambos os lados tem pessoas inocentes morrendo. Mas cá entre nós. O que você faria se há milênios, vários povos lutam pela aniquilação do seu e quando finalmente você acha que terá paz em sua Terra, um grupo terrorista começa a pregar a destruição do mesmo, conforme deixa claro em seu Estatuto? Se quiser conferir, a constituição do Hamas está publicada na íntegra aqui no De Olho Na Mídia.

Vou lhes dar um exemplo mais simples. O que você faria se alguém ameaçasse a sua família? Se alguém jurasse de morte qualquer membro dela? Você não lutaria com unhas e dentes para proteger o seu bem mais precioso? Não usaria todas as suas forças para defender o que é seu?

E quando Israel luta pelo seu pedacinho de terra, a terra prometida, sem ser deixado em paz, é o vilão da humanidade. Enquanto isso, no Sudão, um genocidio silencioso está ocorrendo, em que tropas islâmicas já mataram mais de 500 mil pessoas e expulsaram duas milhões do país, e o mundo nada faz!!!! Porque? Revoltante! Foi por isso que eu deixei um pouco de lado as alienações dos adolescentes e resolvi lutar por uma causa. Rebeldia? Talvez! Mas por uma causa justa!

Estudando mais um pouco vi que o problema não é somente em relação a Israel, e sim, aos judeus! Muito antes de o país existir. O que nos leva a pensar que muito antes de termos a nossa própria nação, já incomodávamos o mundo. E, porque? O que este povo fez de tão ruim para a humanidade? Martim Lutero, séculos antes da ascenção do nazismo, já pregava o anti-semitismo religioso na Alemanha. No inicio do século XIX, começaram as teorias macabras de que os judeus pretendiam dominar o mundo. No meio do século XIX já havia as teorias raciais de Stewart Chamberlein, Goubineau e Richard Wagner pregando que a RAÇA JUDAICA era inferior e merecia morrer, porque contaminava as outras espécies e ameaçava degenerar a humanidade. Conceito mais puro de racismo. Nada a ver com o Estado de Israel. Nada a ver com sionismo (como se aqui tudo não fosse também uma desculpa esfarrapada, e o conflito por uma nesguinha de terra não fosse só uma desculpa….)

Só pra constar, a TV alega que estamos usando força desproporcional em Gaza. As situações retratadas são tragicômicas. Pobres palestinos, com pedrinhas nas mãos, sendo revidados pelo poderoso exército de Israel. Entretanto, tanto faz a reação de Israel. Se não reagirmos, nos chamarão de fracos, se reagimos somos cruéis. Para entender os fatos, é necessário voltar um pouco no tempo. A ONU votou e APROVOU a partilha dos estados. Sessenta anos atrás o Estado de Israel era criado. Com legitimidade absoluta! Quem teve a iniciativa de começar a guerra (uma guerra CONTRA UMA RESOLUÇÃO DA ONU!!!!) foram seis países árabes em conjunto contra o recém-criado Estado de Israel, ainda contando com a ajuda dos árabes que moravam dentro de Israel. Foram 60 MILHOÕES de árabes contra seissentos MIL judeus. Quem massacra quem? O lema dos árabes era franco e aberto: “vamos jogar os judeus ao mar”. Uma guerra de EXTERMÍNIO. Tão EXTERMÍNIO quanto o que o presidente do Irã está ameaçando Israel AGORA (me diga,que terra do Irã foi “roubada” por Israel?).

Graças a milagres estamos vivos hoje. Não vamos nunca nos render. Não vou conseguir mudar o mundo com esses textos. Mas pelo menos eu faço a minha parte.

Até o próximo texto!!

Escrito por: Thaís Rêgo, 17, estudante, Belém/PA, colaboradora especial do De Olho Na Mídia

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Publicado por em abril 7, 2009 em Uncategorized

 

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