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Antissemitismo na Alemanha

15 abr

Adolescentes direitistas e jovens muçulmanos estão exibindo um grau de anti-semitismo há muito tempo considerado impensável na Alemanha. Em muitas escolas alemãs, a palavra “judeu” está se tornando novamente um insulto. E os políticos alemães não parecem saber como responder a isso.

A Escola de Segundo Grau Judaica no distrito de Mitte, no centro de Berlim, lembra uma organização de segurança máxima. Aqueles que desejam ter acesso ao edifício velho e imponente na Grosse Hamburger Strasse precisam passar por uma meticulosa checagem de segurança. O prédio é rodeado por uma cerca com vários metros de altura, e câmeras de vídeo registram cada movimento das pessoas. Em frente à escola, policiais montam guarda.

“Não somos um gueto”, esclarece a diretora da escola, Barbara Wittig. “Nós oferecemos proteção àquelas crianças que temem ser discriminadas em outras escolas”, acrescenta. E o número desses casos aumentou drasticamente nos últimos dois anos. “Sempre achei que os judeus estivessem integrados à sociedade alemã”, diz Wittig. “Nunca achei que fosse possível que o anti-semitismo fosse expresso de forma tão virulenta aqui como tem ocorrido ultimamente”.

Entre os alunos de Wittig estão duas garotas que anteriormente estudavam na Escola de Segundo Grau Lina-Morgenstern, uma instituição pública e laica, no bairro de Kreuzberg, em Berlim. Os infortúnios das duas atraíram a atenção do público. Durante meses, uma delas, que tem 14 anos, foi alvo de insultos anti-semitas proferidos por adolescentes de etnia árabe. Além disso, eles cuspiram na garota e a agrediram. Para ela, andar até a escola se tornou uma experiência similar a passar por um corredor polonês. Os seus algozes a aguardavam escondidos no caminho para persegui-la pelas ruas. Finalmente a menina precisou receber proteção policial para ir à escola.

Anti-semitismo em alta

Esses acontecimentos em Kreuzberg são um exemplo especialmente drástico, mas eles não se constituem em uma exceção. O parlamento estadual de Berlim registrou 62 casos classificados como “extremismo de direita” no seu estudo “Indicadores da Violência nas Escolas de Berlim, 2004/2005”. Isso representa um grande aumento em relação ao ano anterior, quando somente 39 casos do gênero foram registrados. A categoria “extremismo de direita” inclui “colocações anti-semitas, racistas, xenófobas e de extrema-direita” feitas por crianças e adolescentes, assim como observações que “incitem o ódio racial ou expressem pontos de vista fundamentalistas ou islâmico-fundamentalistas”.

Um estudante de segundo grau do distrito de Steglitz-Zehlendorf, em Berlim, disse em plena classe: “Todos os judeus deveriam ser colocados na câmera de gás”. E alunos no distrito de Friedrichshain-Kreuzberg trancaram um outro estudante dentro do laboratório de química e disseram: “Agora vamos ligar o gás”. Uma criança não alemã em uma escola primária em Treptow-Köpenick insultou a sua professora chamando-a de “judia”, de “bruxa” e de “vaca-marinha”. Quando um auxiliar de ensino de Friedrichshain-Kreuzberg tentou apaziguar uma discussão violenta entre alunos, estes lhe disseram: “Desapareça daqui, judeu!”.

E a onda de anti-semitismo parece estar aumentando. Somente em novembro deste ano, as autoridades públicas de Berlim já haviam registrado mais casos de anti-semitismo do que durante todo o ano anterior. Um estudo recente feito pelo Centro Europeu de Monitoramento do Racismo e da Xenofobia (EUMC, na sigla em inglês) também criticou os casos de anti-semitismo, racismo e extremismo de direita nas escolas alemãs.

Extremistas de direita adotam slogans nazistas

Nesta semana, na cidade de Grimmen, na Pomerânia Ocidental, adolescentes de extrema direita se mobilizaram contra uma exposição sobre Anne Frank, afirmando que o diário dela é uma fraude. Em outubro, vários adolescentes em Parey, uma cidade da região da Saxônia-Anhalt, obrigaram um colega de classe de 16 anos a andar durante o recreio pelo pátio da escola portando um grande cartaz com os dizeres: “Sou um suíno nesta cidade/Porque com os judeus tenho amizade”. Trata-se de uma frase da era nazista, utilizada para humilhar as pessoas que tinham amigos judeus.

Um professor interveio, retirou o cartaz do garoto e chamou a polícia. Os alunos responsáveis pelo incidente, que têm de 14 a 16 anos, estão sendo alvos de investigação criminal. Eles são acusados de incitação ao ódio racial, coerção e difamação. Um dos estudantes foi também acusado de agressão.

A comunidade judaica de Berlim já divulgou alertas quanto a “uma nova dimensão de anti-semitismo”. As crianças judaicas são cada vez mais alvos do ódio de adolescentes muçulmanos, bem como das agressões dos extremistas de direita. A comunidade judaica aconselha os pais a mandarem os filhos para escolas judaicas, em casos de conflitos, observando que nessas escolas elas pelo menos estarão seguras.

Solidéus ocultos devido ao medo

Mas a zona de proteção acaba fora dos muros da escola. Um aluno da Escola de Segundo Grau Judaica foi vítima de graves insultos anti-semitas por um outro estudante de Berlim quando andava de metrô. Os adolescentes judeus religiosos escondem os solidéus sob um chapéu quando se aventuram a sair às ruas.

Esses incidentes fizeram com que Peter Trapp, membro do Partido Democrata Cristão (CDU) no parlamento de Berlim, solicitasse formalmente uma lista do número de incidentes desse tipo ocorridos recentemente. Ele também quer saber quantos desses incidentes podem ser atribuídos ao “campo do extremismo de direita” e quantos são protagonizados por adolescentes “de origem não alemã”.

Trapp ainda não recebeu uma resposta – de fato, o CDU está reclamando da demora.

Mas a diretora Wittig insiste em dizer que os políticos estão se empenhando em tentar responder ao problema. Segundo Wittig, o que ocorre é que ela raramente lhes apresenta os seus projetos e pedidos. Wittig também reclama de que muitos adolescentes árabes são tão alienados que é difícil conversar com eles. “E os professores permitem que os alunos contem piadas de judeus”, acrescenta ela.

“Judeu” – um insulto popular

“Os alunos estão cada vez mais usando a palavra ‘judeu’ em um sentido pejorativo. A palavra chegou ao topo da lista dos insultos populares”, relata Peter Wagenknecht, do projeto “Blocos de Construção Educacionais Contra o Anti-Semitismo”, que funciona em Kreuzberg. Wagenknecht e seus colegas educam os adolescentes sobre o anti-semitismo em grupos de trabalho especiais e em conversas de sala de aula. O projeto ainda recebe auxílio financeiro do governo alemão.

Mas nem todos os que usam o termo “judeu” como insulto são automaticamente “anti-semitas”, opina Wagenknecht. Para ele muita gente apenas age sem refletir. “Muitos alunos simplesmente não compreendem o peso da palavra “judeu” quando esta é utilizada como um insulto. Eles querem romper com um tabu”. Wagenknecht observa que alguns alunos usam de forma similar a palavra “vítima”, como um insulto com o objetivo de estigmatizar alguém como sendo fraco.

Wagenknecht conta que quando começou a trabalhar com jovens no início da década de 1990, o anti-semitismo não era um problema. Ele enxerga duas fontes principais para o atual anti-semitismo: os alunos de famílias árabes ou turcas se tornaram politizados pelo conflito no Oriente Médio, de forma que a sua postura “anti-israelita” às vezes se manifesta como anti-semitismo escancarado. Por outro lado, os adolescentes alemães com tendências de extrema-direita foram com freqüência expostos a uma ideologia direitista e, dessa forma, contam com um conhecimento correspondentemente distorcido sobre os judeus e a cultura judaica.

Wagenknecht teme que um número cada vez maior de judeus tenha medo de assumir a sua cultura. “Eles não querem se apresentar como judeus. Em tais casos, a sala de aula geralmente nada sabe sobre a origem desses alunos, e os professores não falam nada”. Wagenknecht acrescenta que os alunos freqüentemente agem dessa forma instruídos pelos pais, que querem impedir que os filhos se envolvam em conflitos e sejam expostos a comportamentos agressivos.

A diretora escolar Wittig diz: “Somos atualmente a única escola em Berlim na qual as crianças judaicas podem assumir a sua identidade. Em outros lugares, elas têm que se adaptar à maioria”.

Revista Der Spiegel

Comentário de leitor

Excelente matéria esta.
No entanto tenho aqui uma ponderação, e ela reside neste paragrafo do texto do Spiegel…

*Uma criança não alemã em uma escola primária em Treptow-Köpenick insultou a sua professora chamando-a de “judia”, de “bruxa” e de “vaca-marinha”.*

A ênfase fica no *não alemã*.

De acordo com a constituição da Republica Federal da Alemanha, alemão é aquele que possui a cidadania alemã.

No entanto a opinião do Mainstream burro teutônico, alemão é aquele que nasceu na Alemanha de pais alemães, religião cristã e fenótipo ariano…ponto.

Assim, Judeus nao podem ser alemães, islâmicos idem…e isto vale igualmente para Sul Americanos e correlatos.

Que os islâmicos radicais estejam fazendo a festa apoiados por uma esquerda irresponsável e alienada é evidente, as consequências se constatam no caso dos alunos nas escolas, a coisa no entanto foi expressa de maneira suave, existem alunos que chegaram a espancar professoras com mais de sessenta anos…os pais turcos explicaram á policia que o menino de 12 anos que deu um soco na face da mestra, estava só se *defendendo…*

Esta é a odienta cultura que nos oferecem..a cultura da honra cuidadosamente adubada com um simulacro de religião, embrulhada num projeto político para implantação da Sharia no Ocidente.

É verdade que ninguém pode mais usar um Kippa publicamente, e se você o faz melhor esconder com um chapéu ou um Cap, senão pode levar um pontapé no meio da rua.

Mas este fato não é sómente responsabilidade dos radicais islâmicos e sim da política alemã que prentende ignorar o problema, e assim acaba por se fazer parte dele.

A Opus Dei se manifestou contra o discursso de Bento XVI, e mesmo ele em sua visita á Istambul tratou de se afastar de seu pronunciamento, visto na época pelos mais esclarecidos como correto, pois se tratava de um comentário sobre uma sitação histórica á ser considerada dentro de um determinado contexto, evidente que o ocorrido foi manipulado á exemplo do caso das caricaturas da Dinamarca, baderna e ódio para esta gente é fundamental.

Porém aqui oque quero colocar é que existe uma corrente dita cristã que se harmoniza perfeitamente com os radicais islâmicos em seu anti-semitismo dentro da Alemanha.
Trabalhando á partir dos USA em sua campanha de ódio contra os Judeus como um todo.

O site Kreuz.Net, porta voz de uma obscura ala extremista católica em lingua alemã, foi denunciado pelo jornal austríaco DieJuedische em um artigo mais do que pertubador, o artigo em alemão pode ser visto aqui…

http://www.kreuz.net/article.4318.html

Infelizmente por questões legais não posso reproduzi-lo, mas ele explica as raízes e os co- responsáveis pela onda antisemita atual na Europa, e por mais trágico que nos se mostre, ele têm outros patrocinadores além do Islam de Ahmedinedschad, Catolicismo hardCore e retrógrado desponta como coadjuvante.
Mel Gibson manda lembranças…

 
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Publicado por em abril 15, 2009 em Uncategorized

 

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