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O Cachimbo Árabe

22 abr
Narguilé conquista jovens brasileiros e vira sensação em bares de São Paulo

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O aparelho, uma espécie de cachimbo de mesa muito usado nos países árabes, começou a se popularizar no Brasil nos últimos três anos. Hoje não só descendentes de imigrantes árabes utilizam o narguilé, que passou a ser chamariz em bares badalados e voltados para o público jovem da cidade.João Paulo Cestari/Divulgação
O Alibabar, bar de temática árabe com duas unidades em São Paulo, oferece narguilé para os clientes.
São Paulo – Pelo menos três vezes por semana, o empresário Michel Wajchman, 24 anos, senta na sala de casa com os amigos ou a namorada para fumar narguilé. Michel não é descendente de árabes, não gosta de cigarro, mas faz parte da geração de jovens brasileiros que está descobrindo o consumo do cachimbo de mesa, muito popular em países árabes como Egito, Líbano, Síria, Jordânia, Líbia, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Sudão, Iêmen e Iraque.
Michel foi apresentado ao narguilé por um amigo de origem libanesa há cerca de sete meses. Um mês depois já tinha comprado o aparelho, que virou peça fundamental nas horas em que o grupo de amigos, a maioria ligado ao setor empresarial, se reúne para falar de amenidades ou de negócios.
O narguilé começou a ultrapassar os portões das casas de descendentes de árabes em São Paulo há cerca de dois a três anos. Hoje, além dos brasileiros que têm seus próprios narguilés, há vários bares e restaurantes badalados da cidade oferecendo o cachimbo aos clientes.
O Alibabar, por exemplo, mantém cerca de 30 narguilés em cada uma das suas unidades, na Vila Olímpia e no Jardim São Paulo. Todo montado em cima da temática árabe, o bar é freqüentado por pessoas com idades entre 20 e 40 anos. “Eu tinha narguilé em casa e percebi que todos os meus amigos se interessavam”, diz um dos proprietários, Bil Rajab, descendente de imigrantes libaneses.
narguile
Quando abriu o primeiro bar, em 2002, ele não teve dúvidas em transformar o aparelho em um dos atrativos do local. E foi um sucesso. “Quando o bar está lotado, não sobra nenhum narguilé”, diz Rajab. Os grupos pagam entre R$ 15 e R$ 19,50 para uma “rodada” de cerca de uma hora e meia de duração. Os sabores oferecidos no Alibabar são melão, duas maçãs, menta, morango e frutas. O mais procurado, segundo o proprietário, é o duas maçãs.
Nem só as casas árabes, porém, oferecem narguilé. O Bazzi, por exemplo, um bar agitado, ponto de paquera e de pop rock, no bairro Itaim Bibi, na capital paulista, também tem o aparelho à disposição dos clientes.
Da decoração para o uso
Farid Mekhael Kheir, diretor do Maxifour, rede de atacado e varejo de produtos árabes que comercializa narguilés, diz que percebeu uma mudança no consumo nos últimos três anos. “Antes as pessoas compravam para decoração, agora é para uso”, afirma. Kheir diz que o maior aumento da procura ocorreu neste ano. “Hoje são os brasileiros que estão comprando e aprendendo a fumar, não só os descendentes”, diz.
O Maxifour importa os aparelhos da Síria e do Líbano e vende entre 200 e 300 unidades ao mês. Há desde os modelos mais simples, de metal leve, até narguilés feitos em metal maciço, vidro e cristal. Os preços variam de R$ 126 até R$ 300. Além dos cachimbos, a rede também vende os acessórios para reposição e fumo com os aromas duas maçãs, amêndoas, manga, damasco, mental e flores de laranjeiras.
Origens
O narguilé possui quatro partes: o vaso ou recipiente, que fica na parte inferior com a água que vai filtrar o fumo, o aro ou fornilho, parte superior onde é posto o fumo aromatizado, o tubo, que é a mangueira pela qual passa a fumaça, e a piteira, encaixada na extremidade da mangueira. Nos bares, a piteira normalmente é descartável.
O cachimbo é popular em grande parte dos países do Oriente. Além dos países árabes, também China, Índia, Turquia, Afeganistão e Irã utilizam o narguilé. Há várias versões sobre a origem do aparelho. A maioria das teorias, porém, aponta para a Turquia. Os países árabes teriam incorporado o costume turco.
Em alguns locais, o aparelho também é chamado de arguile. No Egito, o narguilé leva o nome de shisha.

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1 comentário

Publicado por em abril 22, 2009 em Uncategorized

 

Uma resposta para “O Cachimbo Árabe

  1. marilia gabriela santiago

    junho 14, 2009 at 9:13 pm

    eu axo esses tipos de coisas bem interesantes!mais axo que as pessoas estao fazendo o uso inadequado,pois os jovens de hoje em dia estão utilizando o Narguilé para fumarem outro tipo de coisa!não axo isso muito legal mais também não posso fazer nada para mudar o pensamento do mundo!
    Adorei a matéria e gosto sempre das suas explicações!
    ate breve!

     

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