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01 maio

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A inauguração de mais duas lojas da grife Nespresso, marcada para terça, confirma o crescimento do mercado de cafés gourmet em São Paulo

Por Helena Galante

Fernando Moraes
O início do sucesso: a butique da Rua Padre João Manuel foi a primeira da América Latina

Consultora de gastronomia, a argentina Claudia Gonzalez mora em São Paulo há pouco mais de um ano. Antes de se mudar para cá, providenciou uma máquina de café da Nespresso, igual à de sua casa em Buenos Aires. “Se pudesse, teria uma terceira para instalar no bagageiro dos aviões, quando viajo”, conta.

A paixão pelos expressos da marca suíça Nestlé ganhou força na cidade com a chegada da charmosa Boutique Bar Nespresso, em dezembro de 2006. Agora, é revigorada pela abertura de mais duas lojas, no Shopping Iguatemi e na Rua Oscar Freire, prometida para terça (5). Ao contrário da matriz, as duas casas não terão serviço de bar e cozinha. As unidades dos shoppings Cidade Jardim e Pátio Higienópolis também não têm.

No Iguatemi e na Oscar Freire serão vendidas as máquinas, que custam entre 850 e 1 850 reais e funcionam com o sistema de cápsulas de alumínio. O pó fica acondicionado dentro delas para que seu aroma seja preservado. A caixinha com dez unidades sai entre 19 e 25 reais. Para tirar o expresso, basta escolher um dos dezesseis blends e apertar um botão. “Nosso negócio é o café perfeito na xícara, sempre”, diz o argentino Martín Rozas, diretor da marca no Brasil.

Entre 2007 e 2008, o faturamento total da Nespresso aumentou mais de 300%. Para este ano, a expectativa é expandir cerca de 380%. “O crescimento do mercado de vinhos foi uma onda comparado com o tsunami atual dos cafés especiais”, afirma Rozas.

Fernando Moraes
A consultora de gastronomia Claudia Gonzalez: uma máquina aqui e outra em Buenos Aires

Exagero? Tal otimismo é confirmado pelo diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café e do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo, Nathan Herszkowicz. “Em 2000, nenhuma marca brasileira alcançava a pontuação mínima da nossa certificação gourmet”, relata.

“Hoje, estima-se que 25% dos 320 rótulos disponíveis no mercado sejam de alta qualidade.” Na prática, isso significa que cerca de 650 000 sacas produzidas ao ano dão origem a cafés de aroma marcante, baixa acidez e doçura natural. Só no Suplicy Cafés Especiais, 500 quilos de café são vendidos por mês para consumo doméstico e em escritórios. “Desde 2003, temos crescido em média 30% ao ano”, conta o proprietário Marco Suplicy.

Pioneira no segmento gourmet, a italiana Illycaf-fè abriu sua primeira cafeteria na cidade no ano passado e começou a comercializar em fevereiro uma nova versão de sua máquina doméstica. “O desafio foi educar o paladar do público”, diz Lauro Bastos, diretor da grife no país. “

Quando chegamos, em 1995, o café era cortesia do estabelecimento e só.” Isso é passado, do tempo do coador de pano e da garrafa térmica (argh!). Hoje praticamente todo restaurante cobra pelo café. E não cobra pouco. No Fasano, por exemplo, o expresso Illy é vendido a 7 reais; no Vecchio Torino, a xícara do Lavazza custa 6,90; e, no Dalva e Dito, um Nespresso sai por 5 reais. Virou de fato um requinte de gourmet.

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Publicado por em maio 1, 2009 em Bebidas

 

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