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>Monte Nebo – Moisés avistou a terra prometida

07 maio

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Dele, Moisés avistou a Terra Prometida, segundo a tradição.
Local está no roteiro da visita de Bento XVI ao Oriente Médio.

Daniel Buarque Do G1, na Jordânia*


Uma estrada erma, no meio do nada, liga uma área tomada por resorts de luxo à beira do Mar Morto à cidade de Mádaba, 30 quilômetros ao sul de Amã, capital da Jordânia. É nessa estrada, depois de passar por poucos carros, homens montados em camelos, um posto de controle do Exército e por alguns grupos de nômades instalados com suas tendas no meio de áreas desertas, que fica o Monte Nebo.

O lugar é um dos principais no roteiro a ser visitado no final desta semana pelo Papa Bento XVI em sua primeira visita ao Oriente Médio e é uma das principais atrações turísticas do Reino Hashemita da Jordânia.

Foto: Daniel Buarque/G1

Memorial dedicado a Moisés no Monte Nebo, na Jordânia. (Foto: Daniel Buarque/G1)

Foto: Daniel Buarque/G1

Beduínos próximo ao Monte Nebo. (Foto: Daniel Buarque/G1)

Veja mais fotos do Monte Nebo e da Jordânia

Foi dali que, segundo a tradição religiosa (católica, judaica e mesmo muçulmana), Moisés viu pela primeira vez a Terra Prometida, depois de vagar pelo deserto por 40 anos ao fugir do Egito junto com os outros judeus. Foi ali que morreu, antes de chegar a seu destino, e enterrado, ainda que não se saiba exatamente o local.
Apesar do panorama impressionante, dali de cima é difícil ver de verdade o lado oposto do Mar Morto, onde ficam Israel e Jerusalém. Mas o lugar está sendo promovido como mais um importante centro de peregrinação religiosa da região, junto ao local onde Jesus foi batizado e a uma série de sítios históricos localizados no país. E tem dado certo: no momento em que o G1 visitou o monte, havia pelo menos quatro ônibus de turistas e uma série de carros com visitantes.
Parte do local estava em obras, e uma outra parte já ganhava roupagem para receber BentoXVI.

Controlado por franciscanos, o Monte Nebo é um importante centro do cristianismo no país de maioria muçulmana (só 6% da população é cristã). Ele foi visitado pelo Papa João Paulo II e ensina a história bíblica da fuga do Egito, mostrando o caminho tomado pelo grupo liderado por Moisés, que em vez de subir do país pela região onde atualmente fica a Faixa de Gaza, contornou o caminho, passando pelo território jordaniano.

Há uma série de belos mosaicos e exemplos de trabalhos arqueológicos que ajudaram a revelar os segredos do local. Mesmo os não-religiosos, sem precisar acreditar que Moisés falava com Deus e que morreu aos 120 anos, por exemplo, podem encontrar ali uma série de lições sobre a história da humanidade, aprendendo direto no local que é considerado berço da civilização.

* O repórter Daniel Buarque viajou a convite do Jordan Tourism Board

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Publicado por em maio 7, 2009 em Jordania

 

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