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>Sionismo – O que é?

15 maio

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Comentário: Hoje em dia se discute muito o que é Sionismo:

Os antissemitas o configuram como racismo. Abaixo leia o que é.

Veja que eles estão enganados, usam e modificam o têrmo no desejo de enganar os desavisados.

Obtendo o seu nome de Sião (Sion, Zion) que é o nome de um monte nos arredores de Jerusalém, o Sionismo é um movimento político que defende o direito à autodeterminação do povo judeu e à existência de um Estado Judaico, por isso sendo também chamado de nacionalismo judaico . Ele se desenvolveu a partir da segunda metade do século XIX, em especial entre os Judeus da Europa central e da Europa de Leste, sobre a pressão de pogroms e do anti-semitismo crónico destas regiões, mas também na Europa ocidental, no seguimento do choque causado pelo caso Dreyfus.

Em 1896, o livro “Der Judenstaat” (“O estado judaico”) de Theodor Herzl, líder do Movimento Sionista, foi traduzido ao ingles. Herzl pregava que o problema do anti-semitismo só seria resolvido quando os judeus dispersos pelo mundo pudessem se reunir e se estabalecer num Estado nacional independente.

Formalmente fundado em 1897, o sionismo era formado por uma variedade de opiniões sobre em que terra a nação judaica deveria ser fundada, sendo cogitado de início estabelecê-la no Chipre, na Argentina e até no Congo, entre outros locais julgados propícios.

A chamada diáspora judaica, ou seja a dispersão dos judeus pelo mundo, foi o principal argumento a vindicar o estabelecimento da pátria judaica na Palestina.

A tese do retorno ao lugar de origem ganhou a grande maioria dos adeptos por ter forte apelo religioso baseado na redenção do povo de Israel na “terra prometida”, embora outras correntes a considerassem uma compulsão retórica heróica e sentimental, e alguns até a reprovassem duramente alegando que esta “redenção” teria de ser obra de Deus e não o estabelecimento do estado judeu por ações políticas que laborava contra o messianismo, que é aspecto central da religião judaica, e caracterizava pecado de orgulho.

A partir de 1917 o movimento focou-se defínitivamente no estabelecimento de um estado na Palestina, a localização do antigo Reino de Israel.

Porém, quando o movimento sionista moderno se consolidou na metade do século XIX, a região da Palestina já estava cultural e etnicamente arabizada, ou seja, era habitada por uma população de esmagadora maioria de árabe, lá enraizada por uma longa e consistente migração e assimilação iniciada por volta do ano de 350 e que perdurou e floresceu por mais de 400 anos durante as dinastias árabes Omanida, Abássida e Fatímida e, apesar de dominações posteriores, manteve suas principais características.

Observe-se que o objetivo primordial do sionismo, que era o estabelecimento de uma pátria judaica, sempre foi bem visto pelos organismos internacionais. A Inglaterra expressou seu apoio pelo sionismo com a Declaração de Balfour, que pôs em prática com a aquisição de mandato sobre a região por ocasião da perda dos territórios pelo Império Otomano como conseqüência da Primeira Guerra Mundial, dando início a um aumento substancial da migração de judeus para lá elevando por duas décadas até 1945, migração esta que se acentuou com a “solução final” que levou os nazistas a matarem mais de seis milhões de judeus durante o governo de Hitler e a Segunda Guerra Mundial.

Apesar de não haver evidência de qualquer interrupção da presença judaica na Palestina desde há mais de três milênios de sua história, é fato inconteste o concurso de várias migrações substitutivas massivas com saída de judeus e entrada de outros povos, notadamente árabes.

É verdade também que, além de comunidades judaicas remanescentes, na segunda metade do século XIX iniciou-se uma migração de retorno de judeus que se propunham a reformar aquela região imediatamente se estabelecendo nela.

Assim ‘’ Mikveh Israel’’ foi fundada em 1870 através de Aliança Israelita Universelle, seguida por ‘’Petah Tikva (1878), Rishon LeZion (1882), e outras comunidades agrícolas fundadas pelas sociedades Bilu e Hovevei Zion.

Em 1947, ao fim do mandato britânico, já era flagrante a violência mútua e descontentamento entre árabes e judeus. Para conciliar esta situação, a ONU propôs e foi aceito um Plano de Partilha da palestina, para a formação de dois estados um judeu e outro árabe, concedendo 55% da terra para o estado judeu e o restante ao estado árabe.

A representação judaica aceitou o plano mas a representação árabe alegou-se prejudicada e espoliada não aceitando a partilha iniciando-se os conflitos.

No dia 14 de maio de 1948, expirado o mandato britânico da Palestina o Estado de Israel declarou independência, deflagrando a chamada [Primeira Guerra árabe-israelense] na qual seis estados árabes vizinhos iniciaram movimentos de exércitos regulares para ingressar na região. Desta guerra, seguiram-se mais três, a Guerra de Suez (1956), a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kippur (1973). Atualmente, Egito, Jordânia e a OLP reconheceram o direito de Israel à sua existência, algo que, entretanto, não foi seguido pelos outros Estados árabes envolvidos nas guerras ocorridas (Líbano, Síria, Iraque e Arábia Saudita, bem como pelos grupos armados Hamas (que assumiu o governo da Autoridade Nacional Palestina em 2005 e atualmente controla a Faixa de Gaza) e Hezbollah (com sede no Líbano).

 
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Publicado por em maio 15, 2009 em Sionismo

 

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