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>Os palestinos que renegam o terrorismo são traidores?

25 jun

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Assim, tenta-se resolver o conflito de forma unilateral. E ao passo que o governo israelense se propôs a retirar colonos judeus de alguns territórios ocupados em 1967, na Guerra dos Seis Dias, os grupos que governam a Palestina não retrocederam um milímetro em seus objetivos de destruir o Estado Judeu. Tampouco abandonaram o terrorismo como ação política, embora muitos acreditassem, presidente George W. Bush incluso – que com a ascensão ao poder político, o Hamas abandonaria as armas.

As notícias que chegam ao Brasil sobre o Oriente Médio se resumem em organizar um apanhado do que informam as agências de notícias sem aprofundar em temas mais espessos ou mesmo vinculando as notícias com o contexto histórico das quais elas correspondem. A impressão quando se lê o que se publica no Brasil sobre os conflitos na Faixa de Gaza por exemplo, é que bastaria Israel devolver os territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias que a paz reinaria absoluta na região. A mentalidade não poderia ser mais pueril.

Os problemas em relação à Palestina iniciaram ainda no mandato inglês, após a dissolução do Império Otomano no final da Primeira Guerra. Os judeus já imigravam para a Palestina com a idéia de estabelecer um estado. Esta imigração aumentou após a Declaração de Balfour, em 1917, que era um parecer favorável do governo inglês ao estabelecimento de um estado judaico na região. No entanto, também crescia um sentimento nacionalista entre os palestinos, mas diferente da coesão sionista, havia diversas correntes políticas com objetivos contraditórios.

Ainda assim, grande parte dos palestinos não viam os judeus como inimigos e passaram a vender terras e trabalhar juntos para o desenvolvimento de um estado. Por outro lado, outras correntes, lideradas por Mufti Haj Amin al-Husseini, viam os sionistas como intrusos e consideravam traidores os palestinos que vendiam suas terras ou estabeleciam negócios com os judeus. Al-Husseini acabou por declarar uma jihad contra mais da metade da população palestina. [1]


Anos se passaram entre agressões mútuas, mas ainda há hoje alguns poucos palestinos dispostos a viverem em paz ao lado dos israelenses [2]. Principalmente àqueles que sofrem com a tirania do Hamas, que, segundo o Human Rights Watch [3], desde que chegou ao poder, massacra seu próprio povo. Porém, a questão mais importante é que os grupos que governam a Palestina ainda pretendem a dissolução do Estado de Israel como pré-requisito para a instauração de um Estado Palestino. Para o Hamas e o Hezbollah, não existe a solução dos conflitos com dois estados, como pretende o plano do presidente B. Hussein Obama. Eles querem um estado único.

Assim, tenta-se resolver o conflito de forma unilateral. E ao passo que o governo israelense se propôs a retirar colonos judeus de alguns territórios ocupados em 1967, na Guerra dos Seis Dias, os grupos que governam a Palestina não retrocederam um milímetro em seus objetivos de destruir o Estado Judeu. Tampouco abandonaram o terrorismo como ação política, embora muitos acreditassem, presidente George W. Bush incluso – que com a ascensão ao poder político, o Hamas abandonaria as armas.

Mas há quem acredite, sobretudo aqui no Brasil, que o Hamas e o Hezbollah são movimentos políticos legítimos. Ignoram o fato de existir palestinos que não coadunam com o terrorismo e que, como àqueles que lutaram ao lado dos sionistas contra o extremismo de al-Husseini, são considerados traidores e sofrem perseguições.

Notas:


1 – Sobre os palestinos que historicamente contribuíram com o sionismo, leia o livro de Hillel Cohen, Army of Shadows. (http://www.amazon.com/Army-Shadows-Palestinian-Collaboration-19


2 – Are there conditions under which you could accept coexistence with Israeli Jews in peace and

3 – The Killing Goes On in Gaza – Human Rights Watch – http://www.hrw.org/en/news/2009/04/23/killing-goes-gaza

Midia sem Máscara

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1 comentário

Publicado por em junho 25, 2009 em Palestinos

 

Uma resposta para “>Os palestinos que renegam o terrorismo são traidores?

  1. hild

    julho 24, 2013 at 2:08 pm

    O que é “terrorismo”?Quer maior terrorismo que os Estados Unidos jogarem duas bombas atômicas no Japão em cidades que não possuiam militares?
    Por que a Inglaterra ao invés da Declaração de Balfour, em 1917…não cedeu um pedaço do seu território para os judeus se estabelecerem?Ou por que os Estados Unidos um país tão grande não deram um pedaço do seu território para todos os judeus do mundo viverem em paz sem os árabes por perto para fazerem guerras?A Inglaterra, França, Portugal, Espanha e Holanda no passado, invadiram todos os continentes do planeta dominando,roubando e estabelecendo “colonias” em lugares onde já viviam pessoas e civilizações.Há uma diferença entre chegar num território desabitado e sem dono e estabelecer uma colonia e tomar as terras dos outros ocupando o que já está ocupado pelo uso da força.O êrro que os nazistas cometeram invadindo países e exterminando 6 milhões de judeus os Estados Unidos,e a Otan estão cometendo usando a mídia para mentir e manipular a opinião pública…usando principalmente o cinema americano que funciona como uma lavagem cerebral do mundo destruindo os valores éticos e morais de cada país impondo valores que estão mergulhando o planeta inteiro num “mar” de violência e consumo de drogas.Quem trouxe para o Brasil o “costume” do jovem consumir drogas senão o cinema americano e os cantores de rock ingleses e americanos?E atualmente sites israelenses pornôs são visitados principalmente por jovens palestinos que abandonam seus princípios morais para fazerem o que nós brasileiros já fazemos em detrimento de uma tal “liberdade” difundida pelos americanos e ingleses.

     

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