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>Você conhece o Qatar?

09 dez

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A Fédération Internationale de Football Association (FIFA) decidiu em 2 de dezembro de 2010 dar a Copa do Mundo de 2022 ao Qatar.

O Qatar não é conhecido pelo seu futebol. Antes, é conhecido por apoiar, disseminar, publicar e distribuir ódio, intolerância, antí-semitismo, anti-sionismo e islamismo em todas as formas. Dar a um regime como o do Qatar o segundo mais importante evento mundial (depois dos Jogos Olímpicos) é uma decisão tremendamente importante. Uma decisão boa para os anti-semitas e os violadores dos direitos das mulheres: disseminar o anti-sionismo e o islamismo é válido!

É claro que ninguém conhece nem um só time de futebol do Qatar, embora possam existir alguns. O Qatar é um zé-ninguém do futebol. É como dar a Copa do Mundo de remo para um país no deserto do Saara. Dar uma Copa do Mundo a um país com menos de um milhão de habitantes e ainda menos cidadãos é ridículo. O futebol tem muitos fãs por toda a Europa, na América Latina, África e até em partes da Ásia, como a Coréia do Sul e o Japão. Uma Copa do Mundo, entretanto, tem que ser sediada por um país conhecido por seu entusiasmo pelos esportes ou pelo futebol. Todavia, não surpreendentemente , a FIFA não está interessada em esportes ou em futebol. Dinheiro, poder e camaradagem são muito mais importantes para estes caras.

Esta charge anti-semita foi publicada no diário al-Watan, do Qatar, em 2 de junho de 2010:

A charge retrata quase todos os elementos clássicos das caricaturas anti-semitas de um judeu: religioso, nariz adunco, usando óculos e feio. Além, disso, ela representa o judeu, representando Israel, como um polvo segurando um machado, com seus tentáculos escrevendo ‘estado terrorista’, em árabe. Há muito tempo o polvo é um símbolo anti-semita. Ele é amplamente usado como uma metáfora para organizações e governos com um vasto controle. Esta associação é feita principalmente com a idéia de uma conspiração judaica global, visivel sobretudo nos Protocolos dos Sábios de Sião. A falsa idéia é de que os judeus, de forma organizada, extendem seus tentáculos, ou controle, ao redor do mundo.

Um país que permite que charges como estas sejam publicadas em seus jornais diários não tem direito nenhum a sediar nenhum evento internacional. Um país como o Qatar deveria ser isolado até que seus atuais líderes saiam do poder e a democracia, os direitos humanos e o universalismo estejam em vigor.

O Qatar também é mundialmente infame por dar abrigo a um dos mais influentes islamistas sunitas, o xeique Yusuf al-Qaradawi. Qaradawi reside no Qatar desde o começo dos anos 60.

O anti-semitismo na mídia árabe: o popular canal de TV catariano Al-Jazera ainda é usado como um veículo de anti-semitismo ostensivo. O prestigiado xeique Yussuf al-Qaradawi apresenta o conflito com Israel como uma campanha entre o Islam e os judeus e diz que os judeus devem ser mortos, citando conhecidas fontes islâmicas.
O programa da Al-Jazeera ‘Vida e Lei Religiosas,” com o Xeique Dr. Muhammad Yussuf al-Qardawi.


Al-Qaradawi usou o programa para fazer incitação anti-semita ostensiva (TV Al-Jazeera, 15 de março de 2009 )

Os estereótipos anti-semitas continuam a prevalecer nas charges do jornal catariano Al-Watan. Estas charges demonizam os judeus, frequentemente retratando-os como sujos, com nariz adunco, ávidos por dinheiro e como sendo dominadores mundiais.

Embora os jornais do Qatar sejam todo de propriedade particular, muitos membros das direções dos jornais e seus proprietários são ou autoridades do governo ou têm laços com o ele. O presidente do Al- Watan, Hamad bin Sahim al Thani, é membro da família real. O minstro do exterior catariano, Hamed bin Jasem bin Jaber al Thani, possui metade do jornal.

Abaixo, algumas amostras das charges anti-semitas mais ofensivas do Al-Watan.

Um tema comum em muitos destas charges é que os judeus estão por trás da política americana para o Oriente Médio e particularmente sobre a recente [recente] tensão entre os Estados Unidos e a Síria, seguindo-se à guerra no Iraque.



Em maiúsculo, a palavra ‘Terrror’ com a Estrela de Davi; no braço: “Política de assassinatos’



A FIFA já era conhecida há muito tempo como uma organização corrupta, misógina e antiquada de velhos, com sede na Suíça. O emir do Qatar desde 1995 é Hamad bin Khalifa Al Thani, nascido em 1951. Ele é casado com três (!) mulheres, tendo oito filhos com a “Primeira Dama – Mariam bint Muhammad Al-Thani,” outros sete com a “Segunda Dama Mozah Bint Nasser Al-Missned,“ e também nove filhos com a “Terceira Dama Noora bint Khalid Al-Thani.”

Um desrespeito inacreditável destes pelas mulheres, um tal abuso dos direitos das mulheres agora é oficialmente aceito por uma organização importante como a FIFA. A poligamia do Qatar é apoiada internacionalmente e provavelmente não haverá nenhuma razão para qualquer jogador de futebol boicotar a Copa do Mundo de futebol da FIFA, em 2022. Uma criança não é vista por Thani como um indivíduo. Ele não sabe os nomes, nem conhece os conflitos, esperanças, frustrações, etc. de seus 24 filhos ou de suas três esposas. Eles são traídos porque não têm tempo com seu pai ou marido, respectivamente. Ele é uma pessoa extremamente misógina e sexista, usando as mulheres como sua propriedade e ferramentas de reprodução. Ele abusa dos filhos, tratando-os como puros números, de 1 a 24.

Agora a FIFA vai-se tornar um patrocinador ainda mais infame (será possível?) do anti-semitismo e do ódio a Israel. O Qatar pode estar dizendo a si mesmo agora:

Bem, nós publicamos algumas das mais repulsivas charges anti-semitas em 2003 – ninguém (além da ADL, etc.) se importou. Nós continuamos publicando charges anti-semitas como estas até 2010 – E conseguimos! Vamos sediar a Copa do Mundo de 2022! O anti-semitismo é válido! Dar abrigo a xeiques anti-judaicos, anti-semitas e anti-Israel como Qaradawi é válido! Esta decisão da FIFA é um grande aviso para o mundo: ser muito político e especialmente anti-americano e anti-semita melhorará a sua reputação. Uma Copa do Mundo de futebol é econômica, cultural e politicamente muito importante (para nós). Ela nos ajuda a criar uma imagem positiva no mundo árabe. Os nazistas sediaram os Jogos Olímpicos de 1936 – e eles conseguiram! Eles realizaram o Holocausto logo em seguida!

Em 9 de janeiro de 2009, Yusuf al-Qaradawi, morador do Qatar, disse na TV al-Jazeera (tradução via MEMRI):

Ó Alá, pegue este bando de gente opressora, judaica e sionista. Ó, Alá, não poupe nenhum deles. Ó, Alá, conte o número deles e mate-os até o último.

Um país como o Qatar, que abriga um anti-semita de estilo nazista como este, não tem o direito de sediar nenhuma Copa do Mundo de futebol nem qualquer outro grande evento internacional.

Entretanto, a FIFA decidiu: Bem-vindos ao show de propaganda islamista e anti-semita do Qatar, em 2012, chamado Copa do Mundo de futebol da FIFA.

Clemens Heni é cientista político e Pós-Doutor por Yale. Ele publicou dois livros sobre o anti-semitismo alemão. Desde novembro de 2010 ele é pesquisador associado ao Centro Internacional Vidal Sassoon para o Estudo do Anti-semitismo (SICSA [em inglês]), na Universidade Hebraica de Jerusalém.

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Publicado por em dezembro 9, 2010 em Qatar

 

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