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O carnaval no Oriente Médio

10 mar

por Herman Glanz – E de repente, não mais que de repente, todo Oriente, seja Médio ou Próximo, como o da África mediterrânea, apresenta movimentos de reação aos seus governos. As reações já atingem a Turquia, e outros países árabes e não árabes, mas muçulmanos, sofrem agitações. Mas nada tem a ver com Israel. Falando para a rede inglesa BBC, o bilionário George Soros destaca que haverá mudanças no Irã, demore um ano ou mais, mas que mudará. A oposição no Irã, apesar da dura repressão, continua se manifestando. Será para melhor? Virá, realmente, a democracia esperada, tal como deve ser entendida?

A verdade é que Israel é o modelo de democracia que existe na região, e se acha cercado por regimes despóticos, ditaduras e todo tipo de totalitarismo, seja com presidentes, reis, emires, sheiks. E o povo dos países próximos acaba sabendo que existe algo diferente do que existe na sua própria terra, não somente as bugigangas da indústria ocidental e da China, porque a tecnologia acaba informando – a TV Al Jazeera faz a diferença, para se tornar uma rede como as redes do Ocidente. E a Internet, o Facebook e o Twiter complementam o serviço de informar e relacionar as pessoas.

Israel acaba despertando o objeto de desejo de cada um, seja com simpatia ou com ódio, porque lá existe o estilo de vida do ocidente. Os palestinos que trabalham em Israel sabem o que ocorre e vêm a diferença. E, interessante, os dirigentes palestinos de hoje, com a simpatia de uma esquerda predatória, querem o direito dos palestinos trabalharem em Israel, mas não querem proporcionar empregos para o próprio povo. Se, de um lado, pensam em sugar rendimentos do vizinho Israel, por outro lado acabam fomentando a semente da revolta, pois mostram o que é democracia e desenvolvimento.

O movimento de reação aos respectivos governos que se estende por todos os países árabes, e não árabes, vizinhos e próximos de Israel, apesar das dúvidas, acabará trazendo benefícios para Israel. Os vizinhos que se tornarem democráticos, mesmo não todos, tenderão a se mirar no vizinho próximo, com quem podem interagir, é mais fácil de se entender devido à população árabe, beduína e druza, falando a mesma língua, e vivendo num ambiente conhecido, o que facilita muito o diálogo com o vizinho.

O grande perigo continua sendo o Irã, apesar das agitações internas, violentamente reprimidas pelo governo, mas que, segundo dito antes, poderá mudar em um ano ou mais. O problema é nada ocorrer contra Israel nesse tempo. O Irã apóia o Hizbollah, ao norte, e o Hamas, ao sul, assim como a Síria. O Irã é um grande fomentador da reação aos americanos no Iraque e no Afeganistão, e ontem, advertiu os americanos para não invadirem a Líbia, e não esqueçamos que os pupilos do Irã, Hamas e Hizbollah, atuaram contra Mubarak do Egito, ajudando a defenestrá-lo.

A atuação do Irã como agitador de ações desestabilizadoras dos outros países muçulmanos, especialmente aqueles com boas relações com o Ocidente, sua obstinada busca de armas nucleares e o recente envio de navios de guerra para o Mediterrâneo, passando pelo Canal do Suez, tem feito o Irã emergir como potência local, especialmente pela atitude de certa ambiguidade do governo americano, ou até mostrando não desejar se opor.

Informações dizem que o Irã desembarcou mergulhadores na Síria para operações terroristas no mar. Veja-se não ter havido qualquer proposta de condenação do Irã por violação dos Direitos Humanos nas Nações Unidas, bem como medidas para desligá-lo do respectivo Conselho de Direitos Humanos, como é o caso, neste momento, com a Líbia. Destaque-se o péssimo comportamento desse Conselho, que era ágil na condenação de Israel e nunca da Líbia, elogiada na reciclagem de novembro passado e que mereceria destaque nos próximos dias deste mês de março corrente.

Outro assunto que decorre das revoltas no mundo muçulmano é a descoberta das fortunas subtraídas pelos déspotas e depositadas nos paraísos fiscais do exterior. Mas devemos ter em mente que as reações que despontaram no mundo muçulmano, neste início de 2011, foi uma revolta que contaminou jovens e intelectuais em busca da liberdade. Apesar dos aproveitadores, como o clérigo Youssuf al Qaradawi, insuflando a multidão na Praça Tahrir, no Cairo, para a tomada de Jerusalém, dizendo já dispor de milhares de suicidas-bombas, a verdade é que, na juventude, o instinto de conservação impera e o interesse é emprego e Universidades como no Ocidente.

Aliás, o sheik Qaradawi emitiu uma fatwa, permitindo assassinar Khaddafi. Enquanto brigam entre si, muçulmanos estão tornado o mundo mais perigoso. Mas ocorrerá uma mudança irreversível, melhorando o Oriente Médio e, acreditamos, servirá à Paz com Israel.

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Publicado por em março 10, 2011 em Arabes

 

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