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O Golan

02 abr

Mapa da região de fronteira


O Golan é a parte mais alta de Israel. Da região do Golan se vê toda Israel. Nos tempos antigos, o Golan era uma rota comercial de Israel ao Líbano. Quem controlou o Golan, controlava todo o comércio. Ele é tão importante que uns dos primeiros lugares a serem conquistados pelos romanos foi Golan (uma fortaleza que se chamava Gamlá, que morreram lá 4.000 judeus lutando e mais 5.000 morreram tentando fugir).
Na época da divisão das terras entre os franceses e ingleses (1919-1923), os líderes judeus em Israel tentaram fazer pressão ara fazer com que o Golan fizesse parte da área dos ingleses (toda área da parte britânica ia ser Israel). Em 1923 foi decidido que o Golan ia fazer parte da parte dos franceses (virou a Síria).
Desde 1947 até 1967 (guerra dos seis dias) os sírios atacaram civis, fazendeiros e lavradores do Galil atirando neles e queimando toda a sua produção e casas. Nesse tempo todo a Síria não investiu nessa área. E a transformou em área militar e colocou minas em toda região para matarem quem passasse por ali. Também tentaram desviar o caminho do rio Jordão para roubar a água de Israel.
Em 1967, na guerra dos 6 dias, Israel conquistou o Golan. Israel percebeu que além de ser uma área estratégica, a região tinha muito para oferecer em relação ao turismo, agricultura (terra muito fértil), moradia e possuía muita água.
De 1967 até hoje, Israel montou 33 ishuvim (comunidades). Hoje em dia moram ali 18 mil judeus. Possui muitas fábricas produtivas e seus produtos são vendidos no mundo inteiro. A maioria das frutas e verduras vem do Golan. Cerca de 2.1 milhões de turistas visitam o Golan e 30% da água de Israel é de lá.
Em relação ao processo de paz, Hassad (presidente da Síria) quer o Golan em troca de paz (o Golan representa menos de 1% de todo território da Síria). Nossa guerra não é com a Síria e sim com o Líbano. É no Líbano que estão os terroristas que matam e atacam Israel, mandados pela Síria. Como a região do Golan é muito importante para Israel em relação à parte estratégica, e 30% da água de Israel vem dessa área, Israel tentou fazer um acordo com a Síria, por exemplo, comprando essa área (que foi conquistada na guerra dos 6 dias, que foi a Síria que a provocou). Mas sempre a resposta de todos os acordo era negativa, e a Síria quer todo o Golan para fazer a paz. Não existe outra solução para eles.

GOLAN (Dados)

Dimensão 1.158 Km2
Distância de fronteira com Síria 80 Km
Pico mais alto Montanha Hermon 2.224 m acima do nível do mar
33 Cidades 10 Kibutzim
19 Moshavim
2 Centros Comunitários
1 Moshava
1 Cidade (Catzerin)
População 18.000 Habitantes
Área produtiva (agricultura) 80 Km2 Frutas cítricas, legumes,…
Turismo 1.000 quartos
Atrações: Lagos, esquis, florestas, rios, museu, ruinas.
Total de visitantes por ano: 2,1 milhões
Fábricas 2 áreas de fábricas
Uma em Catzerin e Bnei Yehuda

Uma aventura no Golan

Na segunda-feira, depois do excelente café-da-manha do Hotel Royal Plaza em Tveriah, atrasamos para variar, para sair em direção ao Golan. Neste dia, tínhamos programado de visitar uma base militar no Golan, o parque arqueológico de Qatzerin, visitar uma vinícola, visitar a fronteira com a Síria e Líbano e ir ao Rio Banias para um mergulho se não estivesse muito frio. Mas o atraso nos obrigou a mudar um pouco os planos.

A base militar

O ônibus, aos poucos, subia uma suave colina. Estávamos indo em direção ao Golan, a região mais alta de Israel. Novamente, podíamos perceber as alterações na paisagem. Depois de algum tempo de viagem, fizemos nossa primeira parada numa base militar localizada no norte do Yam Kinneret.

Tanque da guerra do Yom Kippur

Descemos do ônibus, e ouvimos Meirav contar um pouco sobre a vida dos israelenses no exército. Um pouco sobre as guerras de Israel, em especial, sobre a Guerra dos Seis Dias e sobre a Guerra do Yom Kippur. Aquela região, o Golan, foi conquistada com a excelente campanha do exército israelense na Guerra dos Seis Dias e a base construída ali foi um importante ponto estratégico para as operações da Guerra do Yom Kippur. Apesar disso, a surpresa do ataque em pleno Yom Kippur provocou o maior número de baixas sofridas por Israel, número maior que as baixas de todas as outras guerras somadas.

Aproveitamos para tirar algumas fotos em cima do tanque usado na Guerra do Yom Kippur e seguimos para Qatzerin.

Qatzerin

Nos primeiros anos da Era Comum, a época de Jesus, toda a região da Galiléia era um importante centro de estudos de religião e de hebraico. Por isso, toda esta região tem uma importância para judeus e cristãos. O parque arqueológico de Qatzerin (ou Chorazin) revela o grande desenvolvimento deste período.

Neste parque, podemos ver casas, as ruínas de uma das primeiras sinagogas, miqvaoth, e alguns instrumentos de uso diário usados naquela época.

A fábrica de água Mei Eden

Nossa próxima atração seria uma visita a uma vinícola, mas o atraso nos obrigou a trocar por uma visita à fábrica de águas Mei Eden, porque o pessoal da vinícola só podia nos receber num determinado horário.

Na fábrica de águas, ouvimos algumas informações sobre a água em Israel, o que é feito para se aproveitar ao máximo a água, tão escassa. Visitamos a linha de produção, totalmente automatizada e, no final, ganhamos uma garrafa d’água para suportar o clima seco de Israel durante a viagem.

O Golan, mais alto que a região ao redor, tinha uma importância estratégica, mas o desenvolvimento de mísseis e outros armamentos tirou grande parte desta importância. No entanto, a região é a nascente de toda a água de Israel e tem um grande potencial turístico com a única estação de esqui de Israel. Por isso, existe uma campanha para que a região não seja devolvida.

O alto do Golan

Depois do almoço num pequeno restaurante perto da fábrica de água, subimos para um dos pontos mais altos do Golan (o Monte Hermon é ainda mais alto) na fronteira com o Líbano e a Síria. Este foi um dos locais estratégicos usados na Guerra do Yom Kippur e lá do alto fica clara a sua importância. É surpreendente como se pode ver grande parte da Síria e como é perto e vulnerável. O topo da montanha era repleto de bunkers e metralhadoras.

Bunkers da época da guerra do Yom Kippur


O local é bem alto e ventava muito. A temperatura estava em torno de 8ºC, mas o dia não estava frio, pois esperávamos que a temperatura estivesse próxima de 0ºC lá no topo. De lá de cima, além dos campos e estradas da Síria, podíamos ver as montanhas do Líbano e o pico nevado do Hermon. Na saída, uma pequena demora porque a equipe do birthright estava lá para colher depoimentos em vídeo do que estávamos achando da viagem.

De volta a Tveriah

Com tantos atrasos e mudanças de planos, não tivemos tempo de ir a Banias porque o parque fecha antes do anoitecer e o dia, no inverno, é curto. Decidimos, então, voltar a Tveriah, onde teríamos um tempo livre para passear nas ruas e lojas da cidade. O ônibus nos deixou no centro da cidade, onde passeamos por algumas horas, sem muito o que fazer, até o horário em que o mesmo sherut da véspera nos levaria de volta ao hotel. Era dia 31 de dezembro e deveríamos nos preparar para o Réveillon (ou Silvester, como é chamado por lá, em homenagem ao santo).

Silvester

Os feriados em Israel seguem o calendário judaico. Natal é um dia como outro qualquer e o Réveillon não é muito diferente. Mas ninguém perde uma oportunidade de fazer uma festa e a Sochnut acabou conseguindo uma comemoração bem legal para nós.

A festa começou com um passeio de barco, à noite, pelo Yam Kinneret. Fizemos o embarque num píer construído recentemente. O nível das águas do Kinneret vem baixando a cada ano e os barcos não mais alcançavam o píer antigo. O barco tinha sido reservado inteiramente para o nosso grupo e enquanto o barco se afastava da costa em direção ao centro do lago, muita música (brasileira), dança e animação.

Isto, na verdade, era apenas um aquecimento para o Réveillon, porque a festa, propriamente dita, seria mais tarde em um kibbutz perto de Tveriah. O barco alcançou o centro do lago (ele não podia chegar à outra margem na fronteira com a Jordânia) e depois de algum tempo voltou. O passeio foi bem legal.

Fomos, então, para a segunda etapa da noite com as pessoas já bem animadas. Chegamos no kibbutz e após pagar a entrada da festa, ganhamos um aperitivo que eu até agora não sei bem o que era, mas parecia leite de vaca com alguma bebida e um achocolatado. Não era ruim.

A festa era numa construção aberta perto da entrada do kibbutz. O tempo estava esfriando, mas a agitação nos impedia de colocar os casacos. Muita música e dança e o pessoal do kibbutz estava muito animado em nos receber. O local foi todo decorado com figuras recortadas de papel fosforescente e uma luz negra no teto. À meia-noite, fogos e mais música até a hora em que alguns já não aguentavam mais de tanto dançar e voltamos para o hotel. No dia seguinte, teríamos uma folga e poderíamos acordar um pouco mais tarde antes de ir para Tzfat.

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Publicado por em abril 2, 2011 em Israel

 

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