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A Geografia de Israel

29 jun

A forma alongada e estreita da terra de Israel é resultado da formação da fossa tectônica do Rift Valley durante era geológicas passadas. As cidades montanhosas ao longo do centro do país se elevam mais de 900 metros acima do nível do mar, enquanto o mar Morto desce cerca de 790 metros abaixo do nível do mar: é o ponto mais baixo da Terra. Israel está localizado numa zona subtropical: há uma estação de chuvas no inverno e uma temporada seca no verão. No entanto, embora seja possível chover no litoral, nas regiões montanhosas pode nevar, e a poucos quilômetros do mar Morto se desfruta de bom tempo e uma temperatura agradável. O contorno alongado do país cria uma zona fronteiriça entre o clima úmido do Mediterrâneo e a seca do deserto a leste. Embora os ventos da planície do litoral soprem do mar, durante um Sharav ou Chamsin se produz um processo inverso, e chegam do deserto ventos quentes poeirentos e secos. As montanhas e as regiões altas ao longo do país funcionam como um anteparo entre o mar e os desertos. As montanhas impedem a passagem dos ventos mornos e úmidos do Mediterrâneo, e no lado de sota-vento do leste há uma zona desértica semiárida. A chuva cai com intensidade durante determinados dias do inverno. Nas terras altas e na fossa tectônica do Jordão e do Neguev, os aguaceiros são intensos, enchendo os wadis (cânions profundos no deserto) com torrentes de água borbulhante. Muitas formações de bosques do Israel atual são feitas pela mão do homem e muito diferentes de seu estado natural em épocas pré-históricas. A bíblia menciona quatro bosques: o Neguev, ou do sul; o de Efraim, ou terras altas de Samaria; o do Carmelo e o do Líbano. Esses bosques foram cortados e não replantados. O trabalho de reflorestamento só começou de forma sistemática graças aos esforços do Jewish National Fundnos anos 20 do século passado. Também com a chegada dos primeiros colonos no inicio do século passado foram drenados extensas zonas da planície costeira, os vales centrais de Jezreel e Jorod, e a bacia do Hula, que eram pântanos disseminadores de malária.

Vale do Jezreel e o monte Tabor

As mesetas de Samaria e da Judéia, onde montanhas inteiras são rodeadas por fileiras de bancos de pedra, remontam em alguns casos aos tempos bíblicos, e quando caem em desuso têm a aparência de uma formação geológica natural. Numa faixa relativamente estreita, de cerca de 175 quilômetros em seu trecho mais largo, Israel conta com muitas formações naturais. Estas podem dividir-se em três regiões principais: a planície do litoral, a zona montanhosa central e a depressão do vale do Jordão. A fronteira ocidental de Israel é formada pelo mar Mediterrâneo. A linha costeira tem poucos portos naturais, com a exceção da baía de Haifa, ao norte. Além dessa linha costeira plana, tampouco há ilhas a pouca distancia.

Haifa

Em muitos lugares, de um estreito braço de praia surge uma alcantilada ou uma cordilheira, enquanto em outras zonas grandes extensões de areias movediças impedem o acesso à costa. Embora tenha havido portos importantes em tempos passados – Acre, Dor, Jafa e Asquelon -, em muitos casos tinham sido construídos artificialmente.

Jaffa

Só ao norte, no Líbano, encontramos o porto de Tiro, que desempenhou importante papel na história de Israel. Ao longo da costa há também serra de Kurkar, pedra arenosa dura, que se formaram paralelamente à linha costeira. Por causa das dunas de areia e das serras de Kurkar, a maioria das cidades importantes da antiga Palestina cresceu terra adentro. A Via Maris, principal rota comercial de Antiguidade, corria pelo interior da costa, e até a moderna Tel Aviv foi construída primeiramente de costas para o mar. O trecho sul do litoral é quase uma linha reta, composto de extensas praias arenosas ricas em quartzo arrastado pela corrente do delta do Nilo. A região norte, a partir de Tel Aviv-Jafa, é salpicada de portos muito pequenos, e só em Haifa há uma grande baía natural. Devido ao clima temperado e às chuvas pontuais, a planície costeira foi sempre muito povoada. A fronteira norte é marcada pelas brancas do promontório de Rosh há-Nikrah, ou “escada de Tiro”. Ao sul, a marca é a mescla de Zevulun. A planície costeira do Carmelo é a estreita faixa da terra que se estende ao sul e confina a leste com a cordilheira do Carmelo. Da cidade de Zikhron Yaakov, ao sul do rio Yarqon, estende-se uma das zonas mais férteis de Israel, a planície de Sharon. A pluviosidade média anula é de 61 centímetros, e no passado ela foi zona florestal.

Raanana - Sharon

Atualmente é agrícola, embora em muitos lugares as terras de plantio disputem espaços com as áreas residenciais que se expandem nos arredores de Tel Aviv. Grande parte do terreno é coberta por areia avermelhada, adequada para o cultivo de frutas cítricas. A partir da extensa área metropolitana de Tel Aviv-Jafa se estende a planície da Judéia, que desce ao sul até a faixa de Gaza. A costa se encontra com o mar numa área de dunas arenosas, chamada também a costa Filistéia, e nos tempos bíblicos o porto principal era Asquelon, que conta com uma enseada natural entre as dunas.

Askelon

O maciço central montanhoso é a cordilheira que vai desde a fronteira com o Líbano, ao norte, até Eilat, ao sul. Em muitos lugares essas montanhas deveriam ser chamadas apenas colinas, embora sejam tão escarpadas que parecem mais altas se comparadas aos planaltos e vales que as rodeiam.

Eilat

As montanhas não são continuas, já que as abruptas encostas dos canyons dos rios abrem caminho nas regiões montanhosas eram florestais. Em diversas colinas são visíveis os terraços dedicados à agricultura. As montanhas da Alta Galiléia são uma continuação daquelas do Líbano para o norte, e as terras altas da Baixa Galiléia se concentram ao redor de Nazaré. Seu traço mais notável é o monte Tabor, cujo planalto redondo domina o vale de Jezreel. As montanhas centrais são interrompidas por uma serie de vales, que incluem a planície de Haifa, o vale de Izreel e o vale de Jarod, que as atravessam em sentido noroeste e sudeste. O vale de Jarod, com o rio de mesmo nome em seu centro, é um prolongamento do vale de Betsan e vai até a fossa tectônica do Jordão sem grandes variações de altura. O vale de Jezreel é mais conhecido pelos leitores da Bíblia como a planície de Armagedon. Na antiguidade ele era atravessado pela Via Maris, uma cujas bifurcações prosseguiam para o norte e a outra para o nordeste até as terras desérticas. O vale de Jezreel tinha, portanto, grande valor estratégico. No vale de Jezreel sobressai o monte Guilboa a sudeste e o montículo da antiga cidade fortificada de Megido. As terras altas de Samaria são marcadas por duas montanhas notáveis, Ebal e Gerizim.

Vale de Megido

Nablus, ou Siquém, fica num extenso vale plano nas terras de Samaria, que um dia foi frondoso. O Carmelo é o prolongamento norte das terras altas de Samaria. O ponto mais ao norte do Carmelo domina o Mediterrâneo, e ali esta situada a moderna cidade de Haifa. Ao sul das terras altas de Samaria ficam os montes da Judéia, com Jerusalém, Belém e Hebron no centro.

Jerusalem

A leste se encontra o deserto da Judéia. Esta zona é muito seca, já que os altos montes da Judéia impedem a passagem dos ventos portadores de chuva provenientes do Mediterrâneo. O deserto da Judéia vai diminuindo gradualmente de altura antes de despencar no mar Morto. Esta configuração de montanhas desérticas intercaladas com vales profundos e wadis se devem a setores de falhas. Muitas das colinas e montanhas são planas na parte superior, como se vê de forma mais gráfica nas fortalezas de Massada e do Heródion. No trecho oeste da cordilheira inferior dos montes da Judéia se encontra o Shefela, uma serie de colinas de pouca altura que formam uma fronteira entre as montanhas e a planície do litoral. Durante os tempos bíblicos servia de amortecedor entre a Judéia e o país dos filisteus. Ao sul fica o deserto do Neguev, coberto por uma grossa camada de loess, uma terra de grão fino e cor amarelo-parda depositada pelo vento. Com os sistemas de irrigação adequados, como os empregados pelos nabateus em tempos bíblicos, este terreno pode ser muito produtivo. A principal cidade é Beerseba, que ainda é relativamente desabitada, embora o Neguev seja uma extensa região do moderno Estado de Israel. O Rift Valley do Jordão é uma parte da fossa tectônica maior que começa na Turquia, atravessa o vale de Bekaa no Líbano, cruza o vale do rio Jordão em Israel e prossegue até o sul através da África oriental. Em Israel, começa no vale do Hula, segue para o sul ao longo do leito do rio Jordão até o mar da Galiléia e, sem deixar o sul, continua pelo vale do rio Jordão até o mar Morto, Arabá e o golfo de Eliat. O mar Vermelho é uma continuação deste sistema. Setenta por cento das águas que escoam de Israel vertem na fossa tectônica, que é a depressão de maior profundidade entre as zonas terrestres do planeta.

Mar Morto

O mar Morto fica mais de 790 metros abaixo do nível do mediterrâneo e se enche com águas de escoamento do mar da Galiléia, que fica 200 metros abaixo do nível do mar. Este sistema de drenagem é totalmente interno: as águas não vão parar nem no oceano nem em outra fonte de maior caudal. O sistema de falhas que provocou a depressão segue ativo. Houve vários terremotos catastróficos ao longo desta linha.   Outra característica da depressão são as numerosas fontes termais que brotam de pontos muito profundos do subsolo. A rocha basáltica que cobre grande parte do terreno circundante é também resultado da atividade vulcânica do passado. Enormes rios de lava cobriram a parte inferior do que é agora o vale do Hula, separando-o do mar da Galiléia. Durante o período geológico do pleistoceno médio havia um lago de grandes dimensões que se estendia do mar da Galiléia ao sul de Arabá. Este lago, chamado Lason, ficava cerca de 220 metros acima do nível atual do mar Morto, e a sua linha costeira anterior pode ser vista nos terraços que rodeiam a bacia do mar Morto. O clima do Rift Valley do Jordão é único. Chove muito pouco devido ao fato de que qualquer umidade procedente do Mediterrâneo é bloqueada pela alta parede de montanhas que se eleva na região oeste do vale. A porcentagem de chuva anual é de cerca de 30 centímetros no mar da Galiléia, 10 centímetros ou menos no Mar Morto, e de apenas 2 centímetros em Eliat. Pela pouca altura e pela falta de chuva, a temperatura está entre as mais elevadas de Israel. Embora o vale da depressão englobe uma extensa zona de captação, em condições naturais a quantidade de água que flui para o sistema é compensada ou substituída pela que evapora. Nos últimos anos, a água que penetra é limitada pelas enormes quantidades extraídas para a agricultura e as necessidades de Israel urbano, e isto fez com que o nível do mar Morto ficasse ainda mais baixo. A destruição da água se transformou em importante tema politico da região.

 
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Publicado por em junho 29, 2011 em Israel, Uncategorized

 

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