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A ” divisão ” de Jerusálem

01 jul

 

por
Sérgio Sinenberg

Como
todos sabem, Jerusalém sempre foi e será a
“jóia da coroa” do Oriente
Médio.

Sua
transcendência começou quando o Rei
David
 conquistou-a,
faz 3.000 e poucos anos, tornando-a a Capital de Israel para
SEMPRE,
independente das mutáveis
circunstancias históricas, enquanto Deus permita a
existência do Povo Judeu. A centralidade desta cidade
espiritual e material, ao mesmo tempo, para os judeus de todos os
tempos, é indiscutível para qualquer pessoa
isenta, equilibrada e medianamente instruída. Só
na Torá, Jerusalém é mencionada
inúmeras vezes (e nenhuma no Alcorão
muçulmano). Pretender que Israel
“dê” aos palestinos uma parte da sua
Capital Eterna (Jerusalém Leste), não tem a menor
justificativa moral, histórica ou estratégica. A
ligação dos judeus com TODA Jerusalém
é visceral, orgânica e vivencial.

E
por que Jerusalém teria
que ser a capital de um futuro e hipotético estado palestino
e não Ramallah, Jericó, Beit Léchem
(Belém) ou Nablus? Jerusalém jamais foi capital
de nenhum estado árabe, muito menos dos palestinos.
Até a histórica vitória israelense de
junho de 1967, nunca os palestinos declararam Jerusalém como
sua capital, sendo que eles detinham o controle total de
Jerusalém Leste e de toda a Judéia e a
Samária (“Cisjordânia”). Por
que não reivindicaram um estado soberano perante o Rei
Hussein da Jordânia? Ele era o “dono”
desses territórios, que hoje os palestinos reclamam para
eles, como se alguma vez tivessem exercido alguma soberania ou tivessem
tido alguma capital.

Quanto
ao direito de Israel de
exercer sua soberania nacional sobre toda Jerusalém, ele
advém do fato de ter sido o vencedor da Guerra dos Seis
Dias, em junho de 1967, guerra esta que não foi provocada
por Israel, mas imposta por seus vizinhos, que tentavam
“empurrar os judeus ao mar”. Nunca na
História da Humanidade uma mesma cidade serviu de capital de
dois Estados ao mesmo tempo. Não há precedentes
disto na História nem no Direito Internacional.
Não faz o menor sentido que a fronteira entre dois
países passe por entre os bairros que formam a capital de um
deles.

Durante
o período em que os árabes (palestinos e
jordanianos) dominaram Iehudá e Shomron
(“Cisjordânia”) e Jerusalém
Leste, os lugares santos judaicos foram transformados em cloacas e
lixões imundos deliberadamente e o acesso aos mesmos era
negado aos judeus, desde 1948 até junho de 1967.

 

Curiosamente,
nessa época, tão adversa aos judeus,
ninguém aventou a possibilidade de
“internacionalizar Jerusalém”, ideia que
só seria proposta pelos árabes, alguns
países ocidentais pró-árabes e
até pelo Vaticano,
depois que Israel, finalmente, conseguiu exercer sua soberania sobre
toda Jerusalém, unificando-a. Esta mudança de
atitude dos antagonistas de Israel, em função da
sua incrível vitória, é o que chamo de
antissemitismo, que também
poderíamos chamar de anti-sionismo, anti-israelismo ou,
ainda, anti-judaísmo.

 

Desde
que Israel exerce sua soberania plena sobre toda Jerusalém,
está completamente garantido o acesso dos
muçulmanos às suas mesquitas e todas as suas
práticas religiosas, do mesmo modo que acontece com os
cristãos (católicos e outros). Não
há motivos para reclamações.
Só que a soberania territorial é israelense e
isto é intolerável para os árabes e
para os que não suportam os sucessos israelenses e judaicos
em geral.

 

 

Não
há nenhuma razão necessária e
suficiente para que Jerusalém Leste seja a capital de algum
futuro estado palestino, se algum dia o houver. Nem sequer o fato de
estarem lá as mesquitas Al-Aksa e Omar serve de
justificativa para que os palestinos reivindiquem a soberania
territorial, pois lá se encontra também o Kotel
Hamaaravi (Muro Ocidental),
que é o lugar
mais importante do mundo para o Judaísmo,
enquanto que as referidas mesquitas constituem o terceiro lugar em
importância para o Islam. De mais a mais, há
muitos lugares sagrados para os judeus que ficaram sob a soberania
palestina, como a Makpelá (Túmulo
dos Patriarcas) em Beit Léchem (Belém),
Shechém (Nablus), Ierichó (Jericó),
etc.

 

 

 
5 Comentários

Publicado por em julho 1, 2011 em Israel

 

5 Respostas para “A ” divisão ” de Jerusálem

  1. Fabio Maciel Rocha

    julho 1, 2011 at 10:25 pm

    Ontem tive a grata surpresa de encontrar neste site um comentário meu, que por sinal tem muita relação com o assunto deste texto, mas antes vou me apresentar aos leitores.
    Meu nome é Fábio Maciel Rocha, 35 anos, cristão, policial militar do Estado do Rio Grande do Sul, e em novembro de 2009 eu fui (e não vejo a hora de voltar e levar meu filho e namorada para conhecer a Terra Santa) para Israel fazer um curso de proteção de autoridades custeado por minhas suadas e merecidas economias.
    Mas eu não iria me limitar apenas a ir para freqüentar o curso, eu queria aproveitar para conhecer e até sentir tudo que eu lia na Bíblia Sagrada, via nos documentários e que de tão fantástico era difícil de acreditar.
    Conheci muitos locais sagrados da minha e de outras religiões, e todos que visitei eu não paguei um centavo, botando por terra as mentiras que dizem que os judeus são mercenários que só pensam em dinheiro e lucrar.
    Em todos os locais sagrados para nós cristãos havia segurança fornecida pelas forças policiais judias de Israel, e estas se faziam necessárias por causa dos radicais islâmicos que também são loucos para explodir tudo que seja dos infiéis cruzados, digo, nós cristãos.
    Visitei o Muro das Lamentações, a Via Sacra, O Santo Sepulcro, e até um templo da Fé Barhai, que se não me engano é de origem iraniana, e segundo meu amigo iraniano que vive aqui no Brasil e que segue esta religião, este templo teve que ser erguido em Israel porque em seu país de origem eles são perseguidos pelo governo ditatorial e mulçumano radical.
    Também quis visitar a Mesquita da Cúpula Dourada mas não foi possível porque havia uma minoria radical hostil com os judeus e até com os cristãos, assim foi nos orientado a não visitar naquele dia e sim em outro.
    Também queríamos visitar a Cisjordânia mas o nosso guia judeu disse que ele infelizmente não poderia nos acompanhar pelo alto risco de vida que ele iria correr, e que se quiséssemos poderíamos ir, mas ele não recomendaria isso por motivos de segurança porque havia informações bem fundamentadas que desta região iriam partir atentados contra Israel ou turistas.
    Para ser sincero eu achei que poderia ser algum preconceito de um judeu contra um mulçumano, mas a noite no hotel vi que de fato aconteceu algumas tentativas de atentados, e que numa destas um dos guardas de fronteira fora esfaqueado por uma mulçumana radical.
    Todos estes acontecimentos me fizeram refletir e no final eu dei graças a Deus que a Terra Santa esta nas mãos do povo judeu. Porque agradeci de estar sobre administração judia e não de outra religião? Fácil explicar, porque tenho certeza que se caísse na mão dos padres ou evangélicos iríamos pagar ingresso, e se tivesse na mão dos mulçumanos não estariam seguras ou preservadas, e afirmo isso com segurança, pois quase todos os países mulçumanos infelizmente são regimes ditatoriais ou radicais, quando não ambos, e como eles destruíram as estátuas dos Budas no Afeganistão, com certeza eles poderiam fazer o mesmo com tudo que não fosse da religião deles.
    Na verdade já fizeram isso em Jerusalém, pois construíram uma mesquita em cima de uma fonte onde a nossa sagrada Maria buscava água e destruíram muito do templo do rei Davi.
    Quero deixar claro que acredito que a maioria dos mulçumanos são pessoas tementes a Deus e que respeitam as outras religiões, mas infelizmente hoje muitos dos terroristas tem suas origens em minorias radicais desta religião.
    Inclusive o mulçumano é a maior vítima de todas, e não são o povo judeu ou cristão seus inimigos, e sim os seus políticos corruptos, ditadores e as facções radicais que chegam ao extremo de usarem carros bombas e homens bombas contra seus próprios cidadãos.
    Por outro lado o povo judeu de uma forma geral não é radical e respeita muito a religião dos outros, e por isso TODOS tem livre acesso aos seus locais sagrados e liberdade de expressão.
    E além disso não podemos esquecer que Israel desde sua independência em 1948 é uma democracia moderna e plena voltada a igualdade social, educação, saúde e tecnologia, e que por isso lá há uma distribuição de renda igualitária bem diferente da grande maioria dos países árabes da região onde poucos tem muito, e muitos tem pouco.
    Se Israel é uma ameaça aos países árabes esta não se dá pelas armas que Israel é obrigado a dispor para se defender, e sim pelo modelo de democracia que lá existe. Esta sim é a verdadeira ameaça a todas as ditaduras sanguinárias da região.

    Pessoal, fico por aqui e espero que minha contribuição tenha sido positiva em mais este debate.

    Já ia me esquecendo. Meses atrás eu vi uma turma de homossexuais declarados e usando camisetas do Hezbollah fazendo protesto pelo “ataque” a “flotilha de ajuda humanitária” que ia para Gaza. Graças a Deus estes desinformados fizeram a passeata chata deles por aqui, pois se a fizessem em Gaza com certeza eles seriam apedrejados ou mortos, pois homossexualismo é crime grave com condenação de morte na maioria dos países mulçumanos.

    Meu conselho. Pense duas vezes em quem apoiar.

    Obrigado a todos e fiquem com Deus.

    Fábio Maciel Rocha

     
    • tonihuff

      julho 1, 2011 at 11:36 pm

      Obrigado novamente pelas palavras gentis, vc. sempre será bem vindo na comunidade judaica..

       
      • Fábio Maciel Rocha

        agosto 8, 2011 at 11:29 pm

        Obrigado nada Tonihuff, é um dever do policial lutar pela verdade.

        Mas em outubro volto a São Paulo e aceito um convite para almoço ou jantar, hehehe.

        Um abraço fraternal.

         
      • tonihuff

        agosto 9, 2011 at 12:01 am

        Aqui em São Paulo temos um grupo que se encontra mensalmente para jogar conversa fora. Tudo começou com o blog do Gustavo Chacra do Estadão http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/ . É um grupo com árabes e judeus, quem sabe vc. não participa de alguma reunião.
        Ele mora em Nova York,, mas de vez em quando participa também das cervejadas quando está em São Paulo.

         
  2. Renato

    julho 7, 2011 at 7:14 pm

    Senhor Fábio

    Gostei bastante do seu comentário. Sou cristão também, e também apoio Israel, em sua luta pela sobrevivência. Apenas detalhando um pouco mais as informações históricas, o SEGUNDO templo destruído foi construído na época de Esdras e Nehemias. Posteriormente foi ampliado por Herodes (por isso alguns o chamam de templode Herodes). Ña época de Davi não havia templo, mas sim o Tabernáculo, que era uma grande tenda. Davi queria construir o templo, mas Deus lhe disse por um profeta que não seria ele que teria esse privilégio, e sim seu filho.

    Quem construiu o PRIMEIRO templo foi Salomão, filho de Davi, na eira que Davi havia comprado de Araúna, o Jebuseu. Visto que Davi pretendia construír um altar ali, Araúna prontificou-se dar o terreno de graça, mas Davi recusou a oferta, e fez questão de pagar pelo imóvel. Esse templo foi totalmente destruído séculos depois, pelos babilônios. O SEGUNDO templo, construído no mesmo local do primeiro foi destruído no ano 70, pelos romanos. Posteriormente, os bizantinos construíram uma igreja sobre o platô onde se encontrava o templo. Os mulçumanos, ao invadirem o país, transformaram essa igreja numa mesquita, fazendo reformas diversas para isso. Logo, não foram eles que destruíram o templo, pois Maomé nasceu séculos depois desse evento. Mas destruíram TODAS as sinagogas que existiam na “margem ocidental” e Jerusalém, quando da independência de Israe, algumas com vários séculos. Ao longo dos séculos, centenas de sinagogas foram destruídas em Israel, por exércitos diversos, principalmente mulçumanos mas, infelizmente, também pelos cruzados.

    A Paz do Eterno esteja com vocês

     

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