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A Mentira da Nação Palestina

26 set

por Deborah Srour – Num artigo de Martin Sherman esta semana ele lembrou que “A Partilha da Palestina em 1947 e o estabelecimento de Israel são ilegais, nulos e anulados independente da passagem do tempo…” “As reclamações de ligações históricas e espirituais entre os Judeus e a Palestina são incompatíveis com os fatos históricos ou com o verdadeiro conceito do que constitui um estado.”

Estas duas frases estão nos artigos 17 e 18 da Convenção Nacional Palestina de 1964. As mesmas cláusulas, escritas de forma idêntica hoje estão nos artigos 19 e 20 da versão atual. Estas declarações, feitas muito antes de qualquer “ocupação” ou “assentamento”, mostra que o ódio dos árabes para com Israel não tem nada a ver com fronteiras, mas com o fato do estado judeu existir. Estes artigos provam de modo definitivo que o estabelecimento de um estado palestino e a erradicação da presença judaica na Judéia e Samária nada farão para que o árabes reconheçam o direito dos judeus a seu estado, independente de sua fronteira.

Temos que ter isto em mente no próximo dia 23 de setembro. Porque o que estamos para ver na ONU não é nada menos do que uma alquimia política. Vão conjurar uma entidade concreta de um mito político. Vão tentar produzir uma nação aonde os elementos de nacionalidade não existem, um esforço de criar um país aonde não há qualquer elemento de estado.

Nação é “um segmento diferenciado da humanidade que deseja exercer a soberania política num território definido”. A mais simples análise da história e dos documentos e declarações feitas pelos próprios palestinos, mostra que no seu caso, estes elementos não existem: não há um povo diferenciado que deseja soberania política, nem um território definido para que ele seja exercida.

Esta narrativa palestina – criada para dar base à sua reivindicação de estado – é uma mistura de mitos que podem ser facilmente refutados e desmentidos. E se isto é possível, então a conclusão inescapável é que todo o edifício das aspirações nacionais palestinas é uma farsa política, usada para fins muito mais sinistros.

Não há uma nação palestina. Líderes palestinos sempre admitiram, que os palestinos não são separados ou diferenciados do resto do mundo árabe. Em 1977, Farouk Kadoumi, chefe do departamento político da OLP disse que os palestinos e jordanianos são um só povo. O chefe do departamento militar da OLP, Zuheir Muhsin, disse no mesmo ano que “não há diferença entre jordanianos, palestinos, sírios e libaneses. Todos são parte da mesma nação”. O próprio rei Hussein da Jordânia e a Líga Árabe em 1987, disseram que a criação da identidade palestina era um simples complô para contrapor as reclamações judaicas ao território considerado árabe.

Isto prova que esta “personalidade palestina” nunca teve uma existência independente. É pura ficção, fabricada para se contrapor às reivindicações territoriais judaicas. A ironia aqui é que sem estas reivindicações judaicas, não haveria uma personalidade palestina.

Não há uma nacionalidade palestina. Não só os palestinos admitem não serem um povo diferenciado, eles também admitem que como uma unidade nacional, suas demandas e aspirações não são nem genuínas, nem permanentes.

O próprio Muhsin disse em 1977 que “ é só por razões políticas que cuidadosamente definimos a identidade palestina, porque é do interesse dos árabes encorajar uma entidade palestina separada por razões táticas. A criação de um estado palestino será um novo instrumento na nossa batalha continua contra Israel.” – Não dá para ser mais claro que isto!

Na Convenção Nacional palestina em vigor hoje eles declaram que “o povo palestino é parte da Nação Árabe e acreditamos na união árabe. No entanto, é preciso neste estágio da luta, salvaguardar a identidade palestina e desenvolver uma consciência desta identidade”.

Como disse o rei Hussein: “O aparecimento da personalidade nacional palestina aconteceu como resposta à reivindicação de Israel que a Palestina é judaica”. Nada mais.

Não há uma terra ancestral palestina. O Artigo 16 da versão original da Convenção Palestina estabelecia o desejo do povo de “restaurar a situação legítima da Palestina, estabelecendo paz e segurança em seu território e permitindo ao seu povo exercer sua soberania nacional no local”. No entanto, este artigo foi adotado em 1964, muito antes de Israel “ocupar” um centímetro qualquer da Judéia e Samária ou Gaza. A questão aqui é precisamente, o que eles querem dizer como “seu território” no qual os palestinos querem “exercer sua soberania”. Por este documento entendemos que o que eles não querem, explicitamente, é exercer sua soberania sobre a Cisjordânia que pertencia à Jordânia e a Gaza que pertencia ao Egito.

Assim, não só os palestinos não reclamavam a Cisjordânia ou Gaza como parte de sua terra nacional, mas eles especificamente as excluíram. Eles nunca disputaram e de fato reconheceram a anexação da Cisjordânia pelo Rei Hussein.

Não há qualquer similaridade – nem um centímetro se sobrepõe- entre o território reclamado pelos palestinos como sua terra ancestral em 1964 e hoje. De fato, as duas visões são mutualmente exclusivas. Os palestinos somente incorporaram a Judéia e Samária e Gaza em sua reclamação territorial quando elas passaram para o controle israelense. Isto prova que a “Palestina” é uma fabricação, conjurada para repudiar a presença judaica na região.

Está aí provado. Não há uma nação palestina. Ela é uma invenção. Não só os elementos fundamentais para qualificá-la como “nação” não existem, mas os palestinos exibem qualidades que os tornam uma antítese de nação. Seus esforços não são usados para alcançarem soberania nacional para si próprios mas para anular a soberania nacional de outro. Eles são a anti-nação.

E qual é a desculpa de Obama e dos Europeus para aceitarem esta falácia? 18 anos atrás a OLP assinou a Declaração de Princípios com Israel se comprometendo ao processo de paz e a resolver as disputas através de negociações. Ao abandonar a mesa dois anos atrás, e procurar a declaração de seu estado na ONU, eles estão anuciando que não têm qualquer intenção em viver em paz. Eles mesmo dizem que a resolução não irá mudar nada e que eles próprios não têm interesse em mudanças.

O embaixador da OLP no Líbano, Abdullah Abdullah, disse nesta quarta-feira que o status dos palestinos refugiados dentro da Palestina não irá mudar e que as Nações Unidas têm a obrigação de continuar a sustentá-los. Ele disse que “mesmo os refugiados palestinos que vivem em campos de refugiados dentro do novo estado da Palestina, ainda serão refugiados e não serão considerados cidadãos”. Imaginem só!!!

Então, se nada irá mudar, porque os Estados Unidos e a União Européia se incomodam tanto com o que está para acontecer na ONU na semana que vem? Porque os dois têm mandado negociadores seniores para implorarem aos palestinos cancelarem a votação? Porque os dois continuam a pressionar Israel para fazer concessões em massa para apagar o fogo que os palestinos atearam? Os palestinos certamente nunca deram ao ocidente razão para apoiar sua causa. Nesta semana que passou, o representante da OLP em Washington disse a reporteres que o futuro estado da palestina iria expulsar judeus e homossexuais. E ainda assim, tanto a América como a Europa tornaram a criação de um estado racista, e homofobico seu maior objetivo no Oriente Médio.

Todo o ano, a Autoridade Palestina recebe 1B de dólares da América e Europa e ainda assim, a liderança em Ramallah não consegue desenvolver uma economia de mercado capaz de sustentar dois milhões e meio de habitantes. Este ano a economia palestina cresceu metade do que nos anos anteriores porque as promessas de recursos dos países árabes não veio. Não há no mundo povo que receba mais dinheiro do que eles. Mas em vez de terem vergonha da corrupção, os palestinos ameaçam o mundo se o dinheiro não continuar jorrando.

Além disso, esta jogada na ONU, claramente destruiu o processo de paz no qual tanto a América como os europeus colocaram tantos recursos desde 1993.

A única resposta plausível para o comportamento americano e europeu é que eles estão obsecados com os palestinos. Não há nada que os palestinos possam fazer ou dizer que irá convence-los que a causa palestina é nada menos que justa mesmo se ela for contra qualquer interesse racional. O outro lado da moeda, é claro, é achar que tudo o que Israel faz é sempre errado. E é isto o que vimos num editorial do New York Times esta semana quando chamou Netanyahu de intratável e porque? Porque ele permitiu a judeus construirem em terras que eles compraram legalmente.

A causa palestina é tão permeada nos veículos de mídia hoje que jornalistas não têm qualquer problema ético em exigir que o direito de propriedade dos judeus em Jerusalém, Judéia e Samária seja negado (mesmo sendo um dos direitos humanos), em prol da criação de um estado racista, homofóbico e corrupto.

É esta incapacidade de considerar o significado de suas ações que faz com que o apoio do ocidente aos palestinos saia do mundo da objetividade para a esfera da neurose. Imaginem Obama que disse no ano passado que gostaria de receber o novo estado da palestina neste ano através de negociações, hoje ter que vetar a criação do estado e correr o risco de isolamento. É é para evitar este isolamento que a América e Europa pressionam Israel a concessões e os palestinos para abandonarem seus planos, e não a mentira e falsidade deste pedido de reconhecimento de um estado.

Netanyahu disse que na semana que vem irá desmascarar a causa palestina em seu discurso na ONU. Talvez alguém se sensibilize com suas palavras, provavelmente ninguém irá. Mas no meio de tantas mentiras, pelo menos alguém irá levantar a voz em prol da verdade.

 
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Publicado por em setembro 26, 2011 em Israel

 

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