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Jerusalém

08 out

por Sérgio Sinenberg – Como todos sabem, Jerusalém sempre foi e será a “jóia da coroa” do Oriente Médio.

Sua transcendência começou quando o Rei David conquistou-a, faz 3.000 e poucos anos, tornando-a a Capital de Israel para SEMPRE, independente das mutáveis circunstancias históricas, enquanto Deus permita a existência do Povo Judeu. A centralidade desta cidade espiritual e material, ao mesmo tempo, para os judeus de todos os tempos, é indiscutível para qualquer pessoa isenta, equilibrada e medianamente instruída. Só na Torá, Jerusalém é mencionada inúmeras vezes (e nenhuma no Alcorão muçulmano). Pretender que Israel “dê” aos palestinos uma parte da sua Capital Eterna (Jerusalém Leste), não tem a menor justificativa moral, histórica ou estratégica. A ligação dos judeus com TODA Jerusalém é visceral, orgânica e vivencial.

E por que Jerusalém teria que ser a capital de um futuro e hipotético estado palestino e não Ramallah, Jericó, Beit Léchem (Belém) ou Nablus? Jerusalém jamais foi capital de nenhum estado árabe, muito menos dos palestinos. Até a histórica vitória israelense de junho de 1967, nunca os palestinos declararam Jerusalém como sua capital, sendo que eles detinham o controle total de Jerusalém Leste e de toda a Judéia e a Samária (“Cisjordânia”). Por que não reivindicaram um estado soberano perante o Rei Hussein da Jordânia? Ele era o “dono” desses territórios, que hoje os palestinos reclamam para eles, como se alguma vez tivessem exercido alguma soberania ou tivessem tido alguma capital.

Quanto ao direito de Israel de exercer sua soberania nacional sobre toda Jerusalém, ele advém do fato de ter sido o vencedor da Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, guerra esta que não foi provocada por Israel, mas imposta por seus vizinhos, que tentavam “empurrar os judeus ao mar”. Nunca na História da Humanidade uma mesma cidade serviu de capital de dois Estados ao mesmo tempo. Não há precedentes disto na História nem no Direito Internacional. Não faz o menor sentido que a fronteira entre dois países passe por entre os bairros que formam a capital de um deles.

Durante o período em que os árabes (palestinos e jordanianos) dominaram Iehudá e Shomron (“Cisjordânia”) e Jerusalém Leste, os lugares santos judaicos foram transformados em cloacas e lixões imundos deliberadamente e o acesso aos mesmos era negado aos judeus, desde 1948 até junho de 1967.

Curiosamente, nessa época, tão adversa aos judeus, ninguém aventou a possibilidade de “internacionalizar Jerusalém”, ideia que só seria proposta pelos árabes, alguns países ocidentais pró-árabes e até peloVaticano, depois que Israel, finalmente, conseguiu exercer sua soberania sobre toda Jerusalém, unificando-a. Esta mudança de atitude dos antagonistas de Israel, em função da sua incrível vitória, é o que chamo de antissemitismo, que também poderíamos chamar de anti-sionismo, anti-israelismo ou, ainda, anti-judaísmo.

Desde que Israel exerce sua soberania plena sobre toda Jerusalém, está completamente garantido o acesso dos muçulmanos às suas mesquitas e todas as suas práticas religiosas, do mesmo modo que acontece com os cristãos (católicos e outros). Não há motivos para reclamações. Só que a soberania territorial é israelense e isto é intolerável para os árabes e para os que não suportam os sucessos israelenses e judaicos em geral.

Não há nenhuma razão necessária e suficiente para que Jerusalém Leste seja a capital de algum futuro estado palestino, se algum dia o houver. Nem sequer o fato de estarem lá as mesquitas Al-Aksa e Omar serve de justificativa para que os palestinos reivindiquem a soberania territorial, pois lá se encontra também o Kotel Hamaaravi (Muro Ocidental), que é o lugar mais importante do mundo para o Judaísmo, enquanto que as referidas mesquitas constituem o terceiro lugar em importância para o Islam. De mais a mais, há muitos lugares sagrados para os judeus que ficaram sob a soberania palestina, como a Makpelá (Túmulo dos Patriarcas) em Beit Léchem (Belém), Shechém (Nablus), Ierichó (Jericó), etc.

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Publicado por em outubro 8, 2011 em Israel

 

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