RSS

Por que Odeiam os Judeus?

10 out

Bem, poderíamos começar este artigo com uma longa discussão teológica que nos levaria a refletir sobre as forças do mal que governam este Mundo tenebroso até a sua redenção na qual creio que será em breve.

Um debate como este seria repleto de motivos e contextos surrealistas que levariam o leitor somente a dois tipos de atitudes: Solidariedade completa e conformação com aquilo que para nós é inevitável até a consumação dos tempos ou simplesmente se tornaria mais incrédulo e cético mediante aquilo que lhe parecesse um absurdo completo.

Visto que não quero chocar, pelo menos uma grande parte das pessoas que geralmente são incrédulas até mesmo em si mesmas, desejo explanar uma série de motivos que parecem ser mais lógicos para aqueles que são seculares e ignoram as questões de fé.

Talvez o ódio pelos judeus não tenha sua origem naquilo em que aparentemente é mal aos nossos olhos, mas sim naquilo que é bom. Afinal, como sabemos um dos mais terríveis e destruidores sentimentos humanos se chama inveja. Então é justamente por aqui que eu gostaria de começar as minhas reflexões: Não por aquilo que os judeus fazem de mal, mas sim por aquilo que eles fazem de bem.

Reis e Sacerdotes

Enquanto a Europa fazia a transição da Pré-história para a História e os povos germânicos, anglos e saxões, com medo das feras viviam em cima de árvores ou se protegendo do frio escondidos em cavernas, os israelitas já eram um povo organizado.

Há cerca de 3.500 anos, quando a Europa ainda não tinha uma língua, uma escrita e nem sociedade tal qual conhecemos hoje, os judeus, ou melhor, os israelitas já tinham toda uma sociedade formada de hierarquias, com seus códigos de leis – incluindo os Dez Mandamentos – um sistema judicial, templos, casa do tesouro e outras coisas que aqueles povos invejariam.

Na realidade os bárbaros na Europa só começaram a ter acesso a estas coisas quando os próprios judeus começaram a se espalhar, na época do primeiro exílio. Parece incrível, mas se Deus não tivesse enviado os judeus ao Exílio, e estes não tivessem levado sua estrutura organizacional, que incluía reis e sacerdotes, é bem possível que no norte da Europa ainda hoje os homens estivessem vivendo da mesma forma, como um bando de macacos.

Idioma e Regra de Leis

Em um tempo em que a barbárie imperava, mesmo em regiões mais civilizadas como antigo Egito, as pessoas se prostravam e adoravam deuses de madeira, ferro, pedra, sol, lua, estrelas, vento, vinho, ou qualquer coisa que os excitavam.

Foi dentro deste contexto que um homem e seus descendentes conseguiram compreender que Deus era Espírito e que a idolatria era um mal. Mal que, por sinal, até hoje torna a humanidade ignorante, fraca e debilitada.

Este homem, chamado Abraão, saiu da sua terra na Mesopotâmia, levando consigo a família. A viagem foi feita há cerca de 4.000 anos e se deu em obediência ao comando de um Deus Eterno, e não de uma entidade, um ídolo ou um general humano. A ordem para Abraão partiu do próprio Criador de todas as coisas.

Abraão e seus descendentes falavam provavelmente o mesmo idioma que seu primeiro patriarca, Adão. Depreendemos isso pelo fato dele fazer parte da raiz genealógica dos primogênitos, cuja tradição e cultura eram passadas de geração em geração.

Ainda hoje este idioma, o Hebraico, é utilizado por seus descendentes. Quanto às demais línguas faladas na época, o que aconteceu? Simplesmente desapareceram, pois morreram ou foram completamente esquecidas.

O idioma Hebraico, por si mesmo, é uma das maiores contribuições culturais que um povo poderia conceder a humanidade. Através desta língua foram escritas as regras de fé e as leis pelas quais não só cultura judaica se baseou como diversas outras seguiram no mesmo rastro.

Nenhum outro idioma e nenhuma outra cultura influenciaram tanto o Mundo quanto as do Povo de Israel. Este povo nos legou pérolas literárias como a Bíblia, os Salmos, o Talmud, o Tanach e o Novo Testamento. Além de livros históricos brilhantes, como os apócrifos, os livros dos Macabeus e os relatos das guerras judaicas.

Trata-se de uma rica literatura que vai de simples livros de crônicas até complexos e intrincados livros proféticos. Sem contar os romances, poesias e livros de cânticos. Indiscutivelmente, a cultura israelita e o idioma hebraico não só desenvolveu o seu povo como deram importantes contribuições para a Humanidade como um todo.

Nos últimos tempos, Israel voltou a ser aquilo que era há dois mil anos: O Povo do Livro. Não há nenhum outro povo que publique tantos livros per capita no Mundo quanto os judeus. Para você ter uma idéia, em Israel se publica cerca de 18 livros por dia! Um índice sem precedentes em qualquer outra parte do Mundo.

Judeus Ganhadores do Prêmio Nobel

Pelo menos 180 judeus puros e outras pessoas com três quartos e meio de ascendência judaica receberam Prêmios Nobel ao longo da história. Os vencedores somam cerca de 22% de todos os premiados entre 1901 e 2009.

Se levarmos em consideração que os judeus são apenas 0,025% da população mundial e 2% da população dos EUA (os maiores laureados), a quantidade de judeus premiados com o Nobel é impressionante!

Eis a relação de judeus distinguidos com o Prêmio Nobel, distribuídos em percentuais mundiais e comparados com os recordistas norte-americanos.

  • Química: 31 ganhadores. 20% do total mundial e 28% do total dos EUA.
  • Economia: 27 ganhadores. 42% do total mundial, 56% do total dos EUA.
  • Literatura: 13 ganhadores. 12% do total mundial, 27% do total dos EUA.
  • Paz: 4 ganhadores. 9% do total mundial, 10% do total dos EUA.
  • Física: 47 ganhadores. 25% do total mundial, 36% do total dos EUA.
  • Fisiologia ou Medicina: 53 ganhadores. 27% do total mundial, 40% do total dos EUA.

Veja também os dados sobre outros ganhadores de outros prêmios similares:

  • Prêmio Kyoto: 25% dos beneficiários.
  • Fundação Wolf Prize: 34% dos beneficiários.
  • National Medal of Science dos Estado Unidos: 38% dos beneficiários.

Deculpe-me, mas você conhece algum palestino ganhador de Prêmio Nobel com exceção de Yasser Arafat(Que ganhou seu prêmio sob a sombra da morte de milhares de pessoas).

Quem são os países, além dos árabes, que financiam a propaganda anti-Israel?

Bem, é sabido que os governos “liberais” ocidentais são os que estão mais envolvidos com o ódio pelos judeus, porém a lista pode refletir apenas uma parte daqueles que agem contra Israel e não a sua totalidade.

Suécia – Principal país a pregar uma suposta “paz”. Em sua “neutralidade” durante a II Guerra, a Suécia entregou a Noruega a mercê dos nazistas. Além disso, enriqueceu sua economia com a venda de material bélico tanto para o ocidente quanto para os nazistas. Pode-se dizer que a Suécia é o país que mais lucrou com a II Guerra.

Noruega – Lutou contra os nazistas, porém enriqueceu transportando bens para o ocidente. Durante a II Guerra, seu governo foi covarde e se exilou para “governar de fora do país”.

Espanha – Este país foi extremamente influenciado pelo nazismo, entregando todos os judeus possíveis a eles. Além disso, quando começou a II Guerra, a Espanha já estava mergulhada em mais de 300 anos de anti-semitismo, através da famigerada Inquisição Espanhola. Neste período, tribunais espanhóis levaram à morte milhares de judeus, confiscando os seus bens visando angariar recursos para revestir de ouro grandes partes das suas igrejas. Ouro esse adquirido graças ao patrimônio dos judeus expropriados.

Áustria – País extremamente ligado ao movimento nazista, até hoje é o único país do Mundo que permite que nazistas continuem influenciando livremente em sua política governamental.

França – Historicamente a Inquisição começou com toda força na França, onde milhares de judeus e protestantes foram queimados vivos. Além disso, durante a II Guerra Mundial os franceses foram os primeiros a entregar os judeus que eram a verdadeira força econômica e política em seu país.

Inglaterra – Nos admiramos quando constatamos o quanto a Inglaterra é contra Israel nos dias de hoje. Porém se lembrarmos que foi a mesma Inglaterra quem proibiu a imigração dos judeus na época de seu Mandato, com a desculpa de equilíbrio populacional, pode-se compreender as raízes deste comportamento. O famoso inglês Laurence da Arábia fez um acordo fictício entre a Coroa e os Kalifas árabes a fim de garantir os direitos de exploração do petróleo na região, fato que continua sustentando os interesses britânicos até os dias de hoje.

Turquia – Também não é de se admirar o porquê da Turquia ter se voltado contra Israel, afinal de contas, por causa da Inglaterra, ela perdeu o seu domínio em toda a região. Para quem não se lembra, todo o Oriente Médio viveu sob o domínio do Império Otomano (Turco) durante mais de 400 anos. Na visão turca, nada é mais legítimo do que “retomar” sua influência na região.

Verdadeira Motivação

Todos os motivos – e nações – anteriormente citados têm razões lógicas e de fácil compreensão. Porém a pergunta que fazemos é: Porque tantas outras nações odeiam Israel?

Creio que podemos dar duas respostas. A primeira, mais simples, pode se compreendida apenas por aqueles que tiverem olhos mais atentos: O ódio inexplicável é resultado da propaganda anti-semita e da inveja. Afinal, que país pode apresentar todas as credenciais até aqui observadas na história de Israel?

A outra motivação para o ódio pode ser discutida, aceita ou não. Mas as próprias Escrituras Sagradas nos advertem para isto: Homens pecadores estariam eternamente sob o julgamento de Deus e haveria inimizade entre a semente da mulher e a “serpente” que tentaria destruir o plano de redenção da humanidade através do Povo de Israel.

É exatamente o que nos diz as Escritura em Apocalipse 12:1-5:

“E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.
E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.
E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.
E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus (o Messias, um dos filhos de Israel) e para o seu trono.”

Como podemos ver, a serpente original, Satanás tem feito de tudo para que esta mulher seja morta, e seus filhos, os verdadeiros crentes, sejam engolidos pela apostasia dos últimos tempos.

“E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.”

Portanto, há uma equivalência entre a perseguição dos judeus em todo mundo e a constante caça dos direitos de crentes verdadeiros também em todo mundo.

Na medida em que a perseguição ao Povo de Israel aumentar, aumentará também a perseguição aos direitos de liberdade de culto e de heterossexualidade nas comunidades de crentes.

Nos dias de hoje, têm sido cada vez mais difícil ser fiel às Escrituras devido às “imposições” da “democracia”. Estas nos subjugam aos interesses de minorias, como os homossexuais, impondo-nos comportamentos que se chocam com valores significativos para famílias conservadoras que dirigem suas vidas de acordo com princípios bíblicos.

O “liberalismo” atual prega os direitos máximos aos homossexuais, aos terroristas, aos radicais, aos grupos de minorias, porém se recusam a garantir os mesmos direitos à judeus e à cristãos evangélicos.

Na nova política da apostasia mundial, tudo é válido contra os direitos daqueles que são instrumentos do verdadeiro Deus.

Luta comum a judeus e evangélicos

Portanto, há uma luta comum entre os odiados judeus em todo Mundo e aqueles que se consideram servos de Deus. Afinal, ambos se encontram em perigo constantes e a aparente bonança no meio “evangélico” é simplesmente uma ilusão passageira.

Além do mais, historicamente estes dois grupos, judeus e cristãos evangélicos, foram alvo de perseguições similares. Inclusive, durante a própria Inquisição Católica, judeus e cristãos evangélicos foram igualmente perseguidos. E pelos mesmos métodos e mecanismos inquisitoriais.

Se não formos fiéis às Escrituras Sagradas hoje, como seremos fiéis a nós no dia da provação?

“Por ventura tropeçaram [o povo de Israel] para que caíssem? De maneira nenhuma, antes, pelo tropeço veio a salvação dos gentios, para os incitar à inveja. Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual seria a sua redenção, senão a vida dentre os mortos?” (Romanos 11:11 e 12).

Caro leitor, se você crê na Ressurreição dos Mortos e anseia por um dia vê-la, esta, segundo o Apóstolo Paulo jamais poderá ocorrer sem a redenção do Povo de Israel. Desta forma, todo aquele que assim pensa, deve interceder diariamente pela redenção de Israel (restauração e salvação) ao invés de se unir aos inimigos desta nação e de tudo o que vem de Deus.

Se alguém se considera crente e não têm conhecimento da escritura acima mencionada, creio que é o nosso papel adverti-lo a não pecar, pois se há salvação para os gentios, esta passa pela redenção de Israel e não pelo boicote, censura ou tortura.

Afinal de contas, as escrituras nos revelam bênçãos àqueles que abençoam Israel. Porém advertem com maldição àqueles que odeiam e amaldiçoam ao Povo Escolhido.

“Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” (Gênesis 12.3).

© 2002-2011 Todos os Direitos estão reservados ao Cafetorah.com e a Empresa Minarts de Israel ( Israel Design Company ).

 
3 Comentários

Publicado por em outubro 10, 2011 em Judeus

 

3 Respostas para “Por que Odeiam os Judeus?

  1. Cristiane Brandão

    janeiro 20, 2012 at 5:02 pm

    Que bom ver/ler alguém escrevendo acerca do que há em comum entre nós evangélicos e os judeus. Israel é um relógio espiritual para nós! Amamos o Povo de Deus!!!

     
    • tonihuff

      janeiro 21, 2012 at 2:49 pm

      Obrigado por comentar

       
  2. Eduardo de Lima

    setembro 16, 2012 at 12:33 am

    Estes países estão pagando os seus atos contra o povo judeu, segundo estudos dos próprios suecos, a civilização deles corre risco de extinção por causa do Islam, religião esta que se diz de paz, mas é totalmente intolerante com a liberdade religiosa. Creio que não temos muito o que se preocupar, por que o próprio Deus nos disse que abençoados os que abençoarem Israel. Pode até ser que a nação de Israel seja governada por pessoas não tementes a Deus, mas devemos como cristãos amar o povo de Israel, que não só estão confinados a um Estado mas estão espalhados pelo mundo todo, por que Israel é o povo da promessa de Deus e mesmo nós não sendo judeus, a salvação para nós veio através de um judeu: Jesus!

     

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: