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O silêncio dos covardes

03 jun

Enquanto na Síria tropas governamentais esmagam a oposição – e o pior, civis – como moscas, no Brasil, o barulho das metralhadoras é abafado por um silêncio ensurdecedor. Mídia e políticos, cadê os protestos agora?

  • Esquerda antissemita
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Dá para se ouvir o barulho de um alfinete caindo no chão. É puro silêncio. Dos mais nojentos. Dos mais condenáveis. Do mais cúmplice. 

Onde estão as esquerdas que condenaram a ação israelense em Gaza no início de 2009, visando parar o lançamento de mísseis contra seu território e outras operações similares? Onde estão as manifestações na Paulista? Cadê o povo de direitos humanos pra reclamar do que está acontecendo agora?

É um silêncio ensurdecedor aqui!! O Brasil, agora está calado. Mas fosse Israel estaria gritando. Onde esta o Sr. Marco Aurélio Garcia (Top,Top,Top) pra falar em“ato deplorável e assassinatos em séries”? Onde está Valter Pomar? Onde está Jamil Murad? Onde está Jandira Feghali? Onde está esse povo que a cada morte palestina sai por ai berrando: “Israel assassino”, mas calam-se para a morte de dezenas de crianças e demais pessoas a sangue frio na Síria, ou diante de atrocidades no Irã?!?! Cadê a Yara Lee?!?! Porque não embarcar em uma flotilha rumo a Síria agora?

Cadê esse povo, que está quietinho sem abrir a boca?!?!

Onde estão as colunas de jornais, os artigos de opinião, os extensos editoriais falando em massacre agora? Comparando o que acontece na Síria com “nazismo”, com “genocídio”, com “Holocausto”?  E Houla, não seria o novo “Gueto de Varsóvia”?  Não convêm, não é?  Talvez estes exageros e comparações estapafúrdias tenham que estar reservadas somente aos judeus, porque ali há um ponto: mostrar que as vítimas de ontem são os algozes de hoje, não é verdade? Na Síria, onde um rolo compressor passa por cima da população, quem liga? 

Afinal, quando a coisa acontece com Israel estas figuras estão SEMPRE na primeira fileira dos protestos, sendo as primeiras a se manifestarem, condenando e fazendo passeatas que vez por outra chegam a queimar a bandeira de um país legitimo.



Agora quando o governo de outro país membro da ONU se insurge contra sua população, estas mesmas figuras ficam mudas, não se manifestam, tiram o corpo fora. É como se os direitos humanos só valessem para aquilo que dá ibope, aquilo que vende o produto deles, o de se postarem SOMENTE contra Israel.

Os dois pesos e duas medidas adotados por esta turma é algo tão ultrajante e hipócrita que só podemos lamentar quando um assunto tão sério como os direitos humanos – que foi criado justamente para proteger cidadãos indefesos, com a carta dos direitos do cidadão sendo aprovada logo depois da experiência do holocausto – serem sequestrados por esta turma de oportunistas que usam desse instituto protetor para atacarem e se calarem quando lhes convêm.

São tão cegos e cheio de ódios, que não conseguem mais ver um palmo a frente, a realidade que ocorre no mundo. Onde estes senhores estão quando ocorre um massacre na Somália? Ou então um genocídio em Ruanda, ou ainda uma chacina no Sudão? Que moral lhes é conferida para serem os defensores dos direitos humanos em relação a Israel, se os mesmos NUNCA defenderam direitos humanos de nenhum outro cidadão do mundo (incluso dos próprios israelenses vítimas de terrorismo, foguetes, homens-bomba, etc…), e usam a causa palestina e a defesa dos direitos humanos em Gaza somente para se propagandearem como paladinos da causa?

 

Conclama-se a Sra Yara Lee a apresentar suas câmeras, aquelas mesmas que“flagraram” a “matança” como ela descreveu, na Flotilha de Gaza. Mas onde estará esta senhora, justamente agora, em um momento de tanta matança real?

Simples, deve estar na frente de sua TV, provavelmente acusando Israel de ser o culpado de tudo, afinal, mais fácil ser um covarde escondido atacando quem lhe protegeu apesar de tudo e a deportou ilesa, do que ser corajoso em um lugar onde não há garantias. Se depender de pessoas assim como as citadas, os direitos humanos não servirão nem para defender animais.

Carlos Eduardo Bekerman, advogado, S. Paulo.

 
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Publicado por em junho 3, 2012 em Arabes

 

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