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Um herói israelense

05 jul

por Israel Blajberg – Yitzhak Shamir, sétimo primeiro-ministro de Israel faleceu em 30 de junho de 2012 aos 96 anos. A historia de Israel o recordará como um dos grandes lutadores pela criação do estado.

 

Yitzhak Shamir (1916 – 2012)

Nascido na Rússia, em 1935 emigrou para a então Palestina, e logo ingressou nas fileiras do IRGUN TZVAI LEUMI, a organização chefiada por Menachem Beguin que lutava pelo estabelecimento de um Estado Judeu. Em 1942 substituiu Abraham Stern, comandante do Grupo STERN, assassinado pelos ocupantes britânicos. Após a explosão no Hotel King David de Jerusalém, o QG das forças inglesas em 1946, foi preso como um dos 35 lideres mais importantes.

 

Em 1955 entrou para o MOSSAD. Articulou operações ultrassecretas, como a eliminação dos cientistas alemães no Egito. Em memoria dos seus companheiros que tombaram na luta pela criação do Estado de Israel, os restos mortais dos combatentes do Grupo Stern, Eliyahu Hakim e Eliyahu Beth Tzuri, enforcados no Cairo em 23 de marco de 1945 pelo assassinato de Lorde Moyne, foram transladados do Egito e enterrados com honras militares no Cemitério Militar do Monte Herzl, tendo sido trocados por 20 terroristas presos em Israel.

Shamir sempre foi duro com os inimigos de Israel: “vamos usar nossa força para esmagar essas organizações terroristas, seus líderes, seus centros e as suas bases em todos os lugares onde nosso braço longo alcança. Vamos atingi-los sem piedade, porque decidimos viver. ”

Em 1983, no 40 º aniversário da declaração da rebelião pelo Irgun, como Primeiro Ministro declarou que a paz nas fronteiras de Israel será assegurada pela renovação do antigo espírito de luta dos nossos lutadores. Falando aos veteranos do Irgun, o chanceler Shamir declarou Hebron uma cidade judaica libertada que nunca mais será devolvida.

Em março de 1988 Shamir adverte os líderes judeus americanos em uma missão para Israel que a crítica por organizações da diáspora judaica das políticas israelenses “faz muito mais mal do que qualquer manifestação violenta em Gaza e outros lugares.”

Em 1988 reatou relações diplomáticas com a URSS. Neste ano, um integrante do Grupo Stern revelou que participou em 1948 do assassinato do mediador sueco da ONU, conde Folke Bernadotte, mas que Shamir não era um dos quatro homens envolvidos. A Suécia exigiu um pedido de desculpas, tendo Israel se recusado.

Shamir foi um dos Pais da Pátria de Israel, representante das gerações que lutaram bravamente para realizar o sonho de Theodoro Herzl – “Se quiseres, não será apenas uma lenda… “

Que a sua alma siga a corrente da Vida Eterna.

 
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Publicado por em julho 5, 2012 em Judeus

 

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