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As ofensas aos muçulmanos

22 set

Shaul Rosenfeld escreveu o texto abaixo:

O impulso Muçulmano de recorrer à violência sempre que o profeta Maomé ou qualquer outro santo Islâmico é criticado não decepcionou desta vez também. Eles tiveram que esmagar e queimar tudo em seu caminho por algo que pareceu Ocidental o bastante para ser hostil ao Islã.

Assim como Theo van Gogh foi assassinado em Amsterdã em 2004 depois de criticar a sociedade Islâmica em seu filme “Submissão”, e assim como a publicação de caricaturas do profeta Maomé na Dinamarca (2004) provocaram protestos violentos que custaram a vida de mais de 1.000 pessoas em todo o mundo – é natural que um filme , como “Inocência dos Muçulmanos” – produzido por um Cristão Copta – sirva como uma desculpa boa o bastante para os Muçulmanos assassinarem, queimarem embaixadas e se rebelarem em 2012.

Mas mesmo que

a revolta Árabe-Islâmica se acalme em breve e que Obama, Clinton e outras autoridades nos EUA e na Europa continuem a condenar a violência, ainda assim, apenas alguns deles estarão dispostos a descobrir o véu da ingenuidade dentro de suas fileiras e dar uma olhada mais de perto no incitamento Islâmico-fundamentalista e em suas fontes de inspiração, no caráter violento da sociedade Árabe-Muçulmana e na propaganda anti-Semita e anti-Ocidental, em seus jornais, livros e programas de televisão.

A mesma sociedade que se torna violenta sempre que suas santas figuras são depreciadas, se regozija com as horríveis representações dos Judeus e do Judaísmo na mídia Árabe, especialmente durante o mês sagrado do Ramadã. Filmes como o de produção Iraniana “Saturday Hunter” e a série da televisão Egípcia “Cavaleiro Sem um Cavalo”, bem como a série de TV “Al-Shatat” (que foi cancelada na Jordânia depois de 22 episódios, devido à pressão Americana) e da mini-série Turca “Vale dos Lobos” – todas contendo odiosos temas anti-Semitas que o espectador Muçulmano “consome” com entusiasmo.

Estes temas são também endossados por respeitados acadêmicos Muçulmanos. Entre 2003 e 2006, uma série de estudiosos Egípcios explicaram o quão desprezível a religião Judaica é o quão grande é a mentira na qual ela se baseia – e tudo isso numa época de paz com Israel, quando Mubarak e não a Irmandade Muçulmana, governava.

Em seu livro de 2003 “A Natureza dos Judeus (como revelada) na Torá e no Talmud”, Dr. Ahmad Hijazi al-Saqa explicou que “quase todas as revoluções, golpes de Estado e guerras que já aconteceram no mundo foram provocadas pelos Judeus, instruídos pela fraudulenta Torá , pelo Talmude, e por fim, pelos Protocolos dos Sábios de Sion (Estes textos) todos incitam (os Judeus) a eliminarem os não-Judeus, usando todos os meios para alcançar o seu objetivo: governando o mundo a partir de Jerusalém …. ”

Naquele mesmo ano, al-Saqa publicou “A versão completa dos Protocolos dos Sábios de Sion”, que serviu de base para um outro livro monumental sobre os “protocolos” – do Dr. Baha al-Amir, “A Divina Inspiração e seu reverso, os Protocolos dos Sábios de Sion”, publicado em 2006. Um ano antes o Dr. Ayid Taha Nassef publicou “Os Filhos de Israel e a mentira do Semitismo”. Todos esses livros (e esta é apenas uma lista parcial) ficaram em exposição na Feira Internacional do Livro do Cairo, em 2007.

Quando uma coroa de espinhos é prometida a quem falar da violência na sociedade e na cultura Islâmica, e quando um padrão moral duplo torna-se uma profissão nos países Árabes, assim como nos países Ocidentais, uma feminista, como Judith Butler pode enxergar Israel como o diabo encarnado e ao mesmo tempo considerar o Hamas e o Hezbolá organizações legítimas que representam os partidos de esquerda globais.

Em tal atmosfera, Edward Said pode se referir às descrições de ódio no leste – incluindo a opressão das mulheres e o ódio ao Ocidente, aos Judeus e ao Judaísmo – como propaganda Ocidental racista, não menos.

Os povos do Leste podem ver um filme esotérico como uma desculpa para lançar um pogrom contra os infiéis do Ocidente e ao mesmo tempo aceitar fatwas descrevendo os Judeus como descendentes de macacos e porcos.

 
1 comentário

Publicado por em setembro 22, 2012 em Islamismo

 

Uma resposta para “As ofensas aos muçulmanos

  1. Regina Assumpção

    setembro 22, 2012 at 1:14 pm

    Simples e perfeito seu texto! Precisamos ter coragem de exprimir os nossos sentimentos nesta sociedade que só aceita uma visão caolha e anti semita. Têm olhos e não vêm, têm ouvidos e não ouvemmm… Estressante!

     

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